CURSO
O CINEMA NA FORMAÇÃO DO BRASIL

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

No âmbito das comemorações do centenário de Paulo Emílio Sales Gomes e dos 70 anos da Cinemateca Brasileira, a instituição oferece ao público um curso dividido em dois módulos – Formação e Pesquisa e Preservação, Prospecção e Difusão de Acervo.

No primeiro serão abordados temas relacionados ao papel do cinema na formação cultural e social brasileira. A primeira aula será dedicada a analisar o empenho político e intelectual de Paulo Emílio Sales Gomes em prol do desenvolvimento da cultura cinematográfica no país, entre 1941 e 1959. Partindo de um recorte do acervo, a aula seguinte tratará dos cinejornais como fonte privilegiada para compreensão de aspectos políticos e culturais da sociedade brasileira.

O segundo módulo detém-se na preservação e difusão de acervos do campo do audiovisual, tomando como referencial de análise o universo de um arquivo de filmes. A Cinemateca Brasileira, batalha de toda vida de Paulo Emílio, logrou ao longo de seus 70 anos reconhecimento pelas suas ações em prol da memória audiovisual nacional. As cinco aulas que integram esse módulo têm o objetivo de apresentar os desafios práticos e conceituais inerentes à proteção e promoção do patrimônio cultural sob a guarda da Cinemateca.

CARGA HORÁRIA:
16 horas

DATAS E HORÁRIOS:
17, 18, 24 e 25 de novembro de 2016, de 14h às 18h30
(com programação de filmes relacionada ao conteúdo do curso a partir de 19h).

PUBLICO ALVO:
Estudantes em geral e interessados em preservação audiovisual e cinema brasileiro.

PROGRAMA
Dia 17 - Formação e Pesquisa
Paulo Emílio e a Cultura Cinematográfica (1941-1959)
Com Rafael Morato Zanatto

Dia 18 - Formação e Pesquisa
Um cinejornal de nós mesmos: atualidades cinematográficas brasileiras do século XX
Com Rodrigo Archangelo

Dia 24 - Preservação, Prospecção e Difusão de Acervo
Preservação audiovisual
Com Rodrigo Mercês, Johan Prijs e Ines Aisengart Menezes
Preservação de acervos não fílmicos em um centro de documentação
Com Gabriela Souza de Queiroz

Dia 25 - Preservação, Prospecção e Difusão de Acervo
Coleções de equipamentos técnicos: por que guardar as máquinas?
Com Paula Davies
História e técnica. Estudo de caso da versão colorida de Braza Dormida
Com Luisa Malzoni e Mateus Nagime
Programação e difusão em salas não comerciais
Com Leandro Pardi e Sergio Silva

EMENTAS DAS AULAS - MÓDULO FORMAÇÃO E PESQUISA
Paulo Emílio e a Cultura Cinematográfica (1941-1959)
Com Rafael Morato Zanatto
A trajetória de Paulo Emílio Sales Gomes se confunde com a própria história cultural e política do Brasil. Seu nome aparece associado à distintas iniciativas, como a organização de festivais de cinema, fundação de instituições, cursos de cinema, revistas, ou ainda ao escrever roteiros, livros, artigos e críticas cinematográficas. Diante da multiplicidade de abordagens possíveis, propomos demonstrar como o crítico de cinema da revista Clima (1941-1944) desenvolve nos ensaios publicados no jornal O Estado de S. Paulo e na revista Anhembi (1946-1953) uma nova estratégia crítica, ao combinar abordagens artísticas e científicas na formação da cultura cinematográfica em solo nacional entre 1954 e 1959. O delineamento dessa trajetória permitirá aos alunos compreenderem, no conjunto dos ensaios de Paulo Emílio, alguns momentos, eventos, filmes e ideias que impactaram sua produção intelectual. Acompanhando a transformação das ideias do crítico, podemos estabelecer a partir do encontro entre arte e ciência três linhas de força que conduzem à compreensão do conceito de cultura cinematográfica: linguagem, estilo e expressão social. É a partir desses três fios condutores que Paulo Emílio forja a chave para a compreensão do que muitas vezes chamou de Cultura Cinematográfica, conceito que estará na base da formação críticos, realizadores e pesquisadores do cinema brasileiro.

Um cinejornal de nós mesmos: atualidades cinematográficas brasileiras do século XX
Com Rodrigo Archangelo
A partir de algumas coleções catalogadas e salvaguardadas pela Cinemateca Brasileira serão apresentadas especificidades e contextos históricos de alguns cinejornais brasileiros. Com base numa proposição teórica e metodológica de pesquisa, e no trabalho com cinejornais num acervo de filmes, a aula discutirá o potencial desses filmes para a compreensão de certas permanências e mudanças que moldaram comportamentos culturais e políticos na sociedade brasileira. Assim, serão propostos eixos interpretativos para pautas históricas representadas em imagens e sons remanescentes de algumas coleções, cuja unicidade se traduz no amplo cenário de personalidades, acontecimentos políticos, comportamentos socioculturais, sensibilidades coletivas e episódios históricos, com narrativas sempre pontuadas pelo contraste de realidades e pela parcialidade dos discursos. Como observou Paulo Emílio a respeito expressão social nos filmes brasileiros, o oportunismo e a precariedade estética em certas produções podem resgatar valiosas contribuições para a compreensão de narrativas monumentais, mitos e mitologias políticas, imaginário e memórias que habitam a História do Brasil. Nesse sentido, chaves discursivas presentes em cinejornais – bastante próprias aos vencedores: as elites políticas e econômicas – como o “ritual do poder” e a exaltação ao “berço esplêndido” também desvelam um traço bastante peculiar da situação colonial não só de nosso cinema, mas do próprio país. Nos melhores e nos piores momentos da história recente do Brasil, os cinejornais trazem uma visualidade que muito tem a dizer à sociedade brasileira deste século XXI.

EMENTAS DAS AULAS - MÓDULO PRESERVAÇÃO, PROSPECÇÃO E DIFUSÃO DE ACERVO
Preservação audiovisual
Com Rodrigo Mercês, Johan Prijs e Ines Aisengart Menezes
Breve introdução à preservação audiovisual no Brasil, seu histórico, conceitos, e a importância do patrimônio audiovisual na cultura e sociedade.
Breve comentário da atual conjuntura do campo da preservação audiovisual; as decorrências do descaso sistemático; a falta de transparência; a ausência de uma política específica para a área; e por fim, a variação e escassez de recursos ao longo dos anos. Essas questões resultam no desaparecimento e deterioração de expressiva parte da filmografia brasileira ao longo das décadas, e o atraso na implementação de um necessário plano de preservação para acervos em película, magnético e, cada vez mais urgente, digital.
Os formatos audiovisuais, em especial à película de nitrato, acetato e poliéster; a macrogestão e degradação de acervos de película; as práticas de laboratório; e por fim, uma breve investigação do digital, as técnicas e mídias disponíveis para a preservação hoje, e as perspectivas de desenvolvimento.

Preservação de acervos não fílmicos em um centro de documentação
Com Gabriela Souza de Queiroz
Um centro de documentação se apresenta como uma instância especializada que prospecta, reúne e trata uma gama diversificada de documentos (bibliográficos, arquivísticos, museológicos).
No caso de um centro de documentação de uma cinemateca, são reunidos e preservados diferentes conjuntos documentais relacionados ao campo do audiovisual. Sua importância repousa no potencial de seus arquivos e coleções para pesquisas em torno dos mais variados aspectos do campo (produção, distribuição, exibição, recepção, mercado, políticas públicas, entre outros).
A partir de uma amostragem de tipologias e gêneros documentais existentes no Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira, serão apresentados os fundamentos básicos da organização documental, as estratégias de preservação e de estímulo à pesquisa, além das relações de complementariedade do Centro com as áreas técnicas dedicadas especificamente à coleção audiovisual.

Coleções de equipamentos técnicos: por que guardar as máquinas?
Com Paula Davies
É comum vermos acervos de fotografias, filmes, vídeos e imagens técnicas em geral, mas quantas instituições tem coleções constituídas pelos equipamentos técnicos que produziram essas imagens, tanto estáticas como em movimento? Afinal, é necessário guardar esses equipamentos técnicos? Esta aula propõe uma abordagem dos equipamentos técnicos de fotografia e cinema como documentos, artefatos portadores de significados e agentes atuantes no processo de criação estética. A partir desse entendimento será feita uma reflexão sobre a importância da documentação e preservação desse acervo.

História e técnica. Estudo de caso da versão colorida de Braza Dormida
Com Luisa Malzoni e Mateus Nagime
A primeira parte da aula fará um panorama do cinema de Humberto Mauro, em especial Braza Dormida, analisado pelos estudos críticos e históricos de Paulo Emílio Salles Gomes, como no livro Humberto Mauro, Cinearte, Cataguases. Será abordada também a importância da preservação audiovisual, a trajetória dos materiais, incluindo os materiais não-fílmicos, e finalmente a existência de muitas versões diferentes de um mesmo título.
A segunda parte da aula abordará diferentes técnicas de restauração de cor dos filmes silenciosos, como separação cromática, cópia em película PB e colorida, método Desmet Colour. Serão explicadas as qualidades e defeitos de cada técnica, com aprofundamento no método Desmet Colour, técnica utilizada no restauro da cópia do filme Braza Dormida, apresentado após a aula.

Programação e difusão em salas não comerciais
Com Leandro Pardi e Sergio Silva
Uma introdução a algumas das atividades de difusão e programação da Cinemateca Brasileira. A primeira parte abordará as definições de acesso segundo a Federação Internacional de Arquivos de Filmes - FIAF. A importância da construção e difusão de filmografias, detectando as possíveis lacunas de um acervo – seja a partir da obra de cineastas, atores ou técnicos, ou em abordagens temáticas ou cronológicas. Uma reflexão sobre curadorias em circuito não comercial, a formação de público através de projetos especiais, as parcerias institucionais, a circulação de mostras internas, os programas fixos, o papel museológico das exibições e a importância do contato com uma obra em seu suporte original, e por fim, o futuro das salas especiais diante do contato cada vez mais individual com as obras audiovisuais.

RESUMO DOS CURRÍCULOS
Gabriela Souza de Queiroz
Graduada em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP, com especialização em Arquivologia pelo Instituto de Estudos Brasileiros, da Universidade de São Paulo - IEB-USP, e em andamento, especialização em Gestão Cultural pelo Centro Universitário SENAC-SP. Trabalha há 12 anos na Cinemateca Brasileira. Desde 2011, coordena o Centro de Documentação e Pesquisa da instituição, setor responsável pela guarda, preservação e difusão do acervo não fílmico (arquivístico e bibliográfico), além de atividades de pesquisa e catalogação audiovisual.

Ines Aisengart Menezes
Técnica em preservação audiovisual. Mestre em Preservation and Presentation of the Moving Image, Heritage Studies na Universidade de Amsterdam. Após o mestrado, trabalhou por um ano no departamento digital do EYE Film Institute Netherlands, uma das principais instituições de patrimônio audiovisual na Holanda. Bacharel em Cinema pela Universidade Federal Fluminense. Possui 15 anos de experiência profissional na indústria audiovisual – financiamento, distribuição de conteúdo, festivais e mostras de cinema; e em preservação audiovisual – com passagem em instituições como Cinemateca do MAM e Arquivo Nacional. Desde maio 2016 trabalha no setor de Preservação de Filmes na Cinemateca Brasileira.

Johan Prijs
Nascido em Haia, na Holanda, trabalhou entre 1969 e 1984 na Haghefilm N.V., posteriormente renomeada para Color Film Center, em seu país natal. Tornou-se cofundador da Nova Haghefilm (Rijswijk, Holanda), empresa especializada em conservação de filmes, e coordenador de produção da Haghefilm Conservation B.V. (Amsterdam, Holanda). Desde a década de 1990 ministra palestras e faz consultorias sobre preservação de filmes em diversas instituições por todo o mundo, como o Studio Cine S.R.L. e o Ripley’s Film S.R.L. (Roma, Itália), a Escola de Selsnick de Preservação de Filmes (Rochester, EUA) e o National Film Center (Tóquio, Japão). Entre 2000 e 2003 foi membro da comissão técnica da Federação Internacional de Arquivos de Filmes - FIAF. No Brasil, conduziu workshops na Cinemateca Brasileira em 2003 e 2005, e prestou consultoria para Filmes do Serro (Rio de Janeiro) entre 2005 e 2007. É responsável pelo Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira desde 2012.

Leandro Pardi
Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e pós graduado em Gestão de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, trabalha desde 2006 na Cinemateca Brasileira. Passando pelos setores de catalogação e preservação se fixou no setor de Difusão de Filmes sendo responsável pela logística e procedimentos de empréstimo de cópias do acervo para exibições públicas nacionais e internacionais, colaborou na curadoria de diversos projetos produzidos pela Cinemateca entre 2009 e 2013. Em 2009 e 2010 também trabalhou na produção comercial da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Desde 2015 coordena o setor de programação e difusão da Cinemateca Brasileira. Atualmente é consultor de comunicação do Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo e produtor do Cine Direitos Humanos realizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. É coordenador de projetos na produtora Pardieiro Cultural voltada para ações de difusão e fomento a cultura brasileira.

Luisa Malzoni
Formada em Fotografia pelo Senac-SP, em 2001, desenvolve há quinze anos seu trabalho autoral utilizando processos fotográficos artesanais do século XIX. Além de fotógrafa e professora, trabalhou nove anos na Cinemateca de São Paulo, pesquisando e restaurando filmes realizados com as primeiras técnicas coloridas da história do cinema. Em 2014 trabalhou com restauração de filmes na Cinemateca Portuguesa, de Lisboa, e em 2016 voltou ao laboratório de imagem e som da Cinemateca Brasileira.

Mateus Nagime
Graduado em cinema e vídeo pela UFF (Niterói-RJ), com trabalho final sobre curadoria e programação de salas de repertório e mestre em Imagem e Som pela Universidade Federal de UFSCar (São Carlos-SP), onde estudou o princípio do cinema queer no Brasil, incluindo uma análise de Braza Dormida. Curador de mostras cinematográficas como New Queer Cinema (2015). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual desde 2013, atualmente na função de Diretor Técnico. Trabalhou nos setores de revisão e catalogação do arquivo audiovisual do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) entre 2009 e 2013 e no centro de pesquisa e documentação da Cinemateca do MAM-Rio entre 2012 e 2014. Desde julho de 2016 trabalha no setor de preservação da Cinemateca Brasileira. 

Paula Davies
Formada em Audiovisual pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), especialista em Preservação de Acervos de Ciência e Tecnologia pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro (MAST-RJ) e mestranda do Programa de Pós-graduação em Estética e História da Arte do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). Atualmente trabalha no Laboratório de Restauro da Cinemateca Brasileira e atua como professora nos cursos de Audiovisual e Publicidade na Universidade Anhanguera de São Paulo, campus ABC.

Rafael Morato Zanatto
Historiador, mestre e doutorando em História, na UNESP – FCL Assis, com a tese Paulo Emílio e a Cultura Cinematográfica: uma análise comparativa das críticas de cinema aos filmes de Weimar em Alemanha, França e Brasil (1919-1959) [FAPESP]. Em 2012, realizou estágio de pesquisa na Cinémathèque Française sobre Paulo Emílio, André Bazin o cinema e as artes [FAPESP]. É pesquisador do Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira – SAV/MinC. Na Cinemateca, integrou a equipe de concepção da VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso (2012) e do festival 300 anos de cinema (2013). Atualmente, integra a equipe de concepção da mostra 100 Paulo Emílio. Ministrou cursos de cinema sobre a cultura cinematográfica da República de Weimar (1919-33) em instituições como a UNESP- FCL Assis (2013), Cine SESC (2014), SESC Ipiranga (2014), SESC Osasco (2014) e Casa Guilherme de Almeida (2016). No SESC Santo Amaro, foi curador da mostra de animações silenciosas sonorizadas (Cineconcertinho - 2013). Pesquisador fundador do grupo Maconhabrás, do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas/ Escola Paulista de Medicina/UNIFESP.

Rodrigo Archangelo
Historiador com estudos voltados para a história do Brasil, política e cinema, há mais de dez anos realiza pesquisa em imagens em movimento, com ênfase na memória e no ritualismo da cultura política brasileira em cinejornais nacionais. Em mais de uma década como pesquisador na Cinemateca Brasileira participou da sistematização de documentos institucionais (fílmicos e não fílmicos); e da gestão da base de dados Filmografia Brasileira. Mestre em História Social pela FFLCH – USP, seu trabalho foi publicado no livro Um bandeirante na tela: o discurso adhemarista em cinejornais (Alameda Casa Editorial, 2015), numa parceria entre a Cinemateca Brasileira, a FAPESP e o LEER-USP; Doutor pela FFLCH – USP com a tese Imagens da nação: política e prosperidade nos cinejornais Notícias da Semana e Atualidades Atlântida (1956-1961), defendida em 2015.

Rodrigo Mercês
Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Cinema, pela Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP em 2003. Realiza trabalhos em produções audiovisuais desde 2000 e iniciou sua atuação em preservação de filmes no ano seguinte na Cinemateca Brasileira. Tendo trabalhado por cerca de 15 anos na Cinemateca, sendo mais de 10 no Laboratório de Imagem e Som, participou de diversas iniciativas que resultaram na implementação de políticas institucionais e públicas de preservação e acesso a acervos. Foi também responsável pelo desenvolvimento do fluxo de digitalização e restauração do Laboratório de Imagem e Som. Nos anos de 2014 e 2015, trabalhou com restauração digital e pós-produção na Casablanca - Teleimage e como Coordenador Técnico da Non Drop Restauro e Digitalização de Coleções Audiovisuais. Atualmente, faz parte da equipe de Preservação de Filmes e do Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira.

Sergio Silva
Sergio Silva é programador, roteirista e diretor. Dirigiu os curtas Meu amigo que trabalhou com Manoel de Oliveira, que fez 100 anos, Sarau na cama, Desculpa dona madama e o média A vida do fósforo não é bolinho, gatinho, além dos roteiros de A bela P... e Eva Nil cem anos sem filmes, ambos de João Marcos de Almeida. Fez a pesquisa do acervo de Rogério Sganzerla para a Ocupação Sganzerla, no Itaú Cultural, para o longa Mr. Sganzerla, de Joel Pizzini, assistência de produção executiva em Luz nas trevas, longa de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, e assistente de direção em Poder dos afetos, de Helena Ignez. Integra a equipe da Cinemateca Brasileira desde 2007, passando pelos setores de Preservação e Documentação e Pesquisa. Desde 2012 é programador da instituição. Integrante do coletivo Filmes do Caixote, foi assistente de direção dos longas As boas maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra, em fase de montagem, e Quando eu era vivo, de Marco Dutra, entre outras funções em filmes do grupo. Além da programação da Cinemateca, atualmente trabalha na montagem de Febre: a noite do meu bem, parceria entre o Canal Brasil, Dezenove som e imagens e Filmes do Caixote, e finaliza o curta-metragem Minha única terra é na lua e o média 35 anos 35mm.