80 ANOS DO CHAPLIN-CLUB
Vanguarda sem retaguarda: o caso Chaplin-Club leia mais
O GRANDE DESFILE (THE BIG PARADE)
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EUA, 1925, branco e preto com viragem e tingimento, 35mm, 150min
cp: Metro-Goldwyn-Mayer – MGM. p: Irving Thalberg. d: King Vidor. ar: Laurence Stallings, baseado em peça de Joseph W. Farnham. r: Henry Behn e King Vidor (não creditado). df: John Arnold, Charles Van Enger. mo: Hugh Wynn. c: Cedric Gibbons, James Basevi. e: John Gilbert (James Apperson), Renée Adorée (Mélisande), Hobart Bosworth (Sr. Apperson), Claire McDowell (Sra. Apperson), Claire Adams (Justyn Reed), Robert Ober (Harry),Tom O’Brien (Bull), Karl Dane (Slim), Rosita Marstini (mãe de Mélisande)
O grande desfile ficou em primeiro lugar na lista dos melhores filmes de 1925 do The New York Times, à frente de A última gargalhada/Der letze Mann (F.W. Murnau, 1924), A trindade maldita e Em busca do ouro/The gold rush (Charles Chaplin,1925). Seu apelo está na identificação do público com os três rapazes interpretados por John Gilbert, Tom O’Brien e Karl Dane. Nas resenhas de final de ano de 1925, Mordaunt Hall escreveu: "Há um ar de romance nessa narrativa, que acaricia o coração, arranca uma lágrima do rosto e dá um nó na garganta. Na noite de estréia do filme, Slim, o mais alto dos três rapazes, interpretado por Karl Dane, fez com que um homem de olhar forte desabafasse 'Espero que não os peguem.'" A autenticidade das cenas de guerra foram uma conquista dos artistas e equipes técnicas, que tiveram como referência as experiências de Laurence Stallings, um veterano da I Grande Guerra que perdeu uma perna em batalha. Vidor creditava a Stallings “por me dizer mais sobre a guerra do que eu encontrei em todas as sinopses e livros. Ele tinha mais para contar – mais conhecimento – do que os 750 mil pés de filmes arquivados do Comitê de Informações Públicas, que meu agente conheceu em Washington”.
Trecho da resenha de Anthony L’Abbate e Caroline Yeager para o catálogo
Le Giornate del Cinema Muto 2006.
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VARIETÉ SESSÃO CHAPLIN CLUB
Alemanha, 1925, 35mm, branco e preto, 112min
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cp: Universum-Film Aktiengesellschaft – UFA. p: Erich Pommer. d: Ewald André Dupont. r: Ewald André Dupont, baseado em romance de Felix Hollaender. df: Karl Freund, Carl Hoffmann. da: Alfred Junge, Oscar Friedrich Werndorff.
e: Emil Jannings (Huller), Maly Delschaft (esposa de Huller), Lya De Putti (Bertha Marie), Warwick Ward (Artinelli), Alice Hechy, Georg John, Kurt Gerron, Paul Rehkopf, Charles Lincoln, Georg Baselt, Trude Hesterberg, Werner Krauss, Alex Hyde e sua Original New York Jazz Orchestra.
Huller, artista circense, abandona sua esposa e atual parceira de trapézio ao conhecer Berta-Marie. Ele monta um novo show com ela, despertando o interesse do famoso trapezista Artinelli, que seduz a artista e acaba com a felicidade de Huller.
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AURORA (SUNRISE)
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EUA, 1927, 35mm, branco e preto, 95min
cp: Fox Film Corporation. p: William Fox. d: F. W. Murnau. r: Carl Mayer, baseado na novela Uma viagem a Tilsit, de Hermann Sudermann. df: Charles Rosher, Karl Struss. mo: Harold D. Schuster. da: Rochus Gliese. mor: Hugo Riesenfeld. e: George O'Brien (o homem),
Janet Gaynor (a esposa), Margaret Livingston (a mulher da cidade).
Um fazendeiro, casado com uma esposa exemplar, se apaixona por uma moça da cidade. Totalmente seduzido, o homem passa a desprezar a mulher e a priorizar os seus gastos com presentes para a amante. Com a promessa de casamento, a mulher da cidade convence o homem a matar sua esposa.
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BRAZA DORMIDA ver imagem
Brasil, 1928, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 80min
cp: Phebo Brasil Film. p: Agenor Cortes de Barros, Homero Cortes Domingues. dis: Universal Pictures do Brasil S.A. d: Humberto Mauro. ar/r: Humberto Mauro. df: Edgar Brasil. c: Paschoal Ciodaro. e: Nita Ney (Anita Silva), Luís Soroa (Luis Soares), Máximo Serrano (Máximo), Pedro Fantol (Pedro Bento), Rosendo Franco (empregado antigo), Cortes Real (Sr. Carlos Silva), Paschoal Ciodaro, Edgar Brasil, Haroldo Mauro (torcedor do Jockey Club), Juca de Godoy (torcedor do Jockey Club)
Luís, estróina carioca, é contratado por um usineiro mineiro para substituir o vilão Pedro Bento na gerência da usina. Apaixona-se por Anita, filha do usineiro. Cartas anônimas de Pedro levam o namoro, mantido em segredo, ao conhecimento do usineiro, que não aceita o casamento por não conhecer a família de Luís. Com isso, afasta sua filha da usina, e a moça passa a manter o namoro em segredo. Pedro, por vingança, dinamita a chaminé da usina. Pedro e Luís enfrentam-se numa luta que leva à morte do vilão. O usineiro, ao saber que Luís é filho de um amigo seu, autoriza o casamento.
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Viragens e tingimentos em Braza dormida
PECADORA SEM MÁCULA (THE WOMAN DISPUTED)
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EUA, 1928, 35mm, branco e preto, 108min
p: Joseph M. Schenck, Norma Talmadge. d: Henry King, Sam Taylor. r: C. Gardner Sullivan, baseado em peça de Denison Clift. df: Oliver Marsh. da: William Cameron Menzies. mo: Hal Kern. e: Norma Talmadge (Mary Ann Wagner), Gilbert Roland (Paul Hartman), Arnold Kent (Nika Turgenov), Boris de Fast, Michael Vavitch (Padre Roche), Gustav von Seyffertitz (Otto Krueger), Gladys Brockwell (Condessa), Nicholas Soussanin (Conde), Howard Davies, Joseph Marievsky, Marion Templeton, Malcolm Tod, Olga Baclanova.
Durante a I Guerra Mundial, Mary Ann Wagner é objeto de cobiça entre o comandante russo Nika Turgenov e o comandante austríaco Paul Hartman. Quando Mary Ann demonstra preferir o comandante Paul, Nika ordena que seus cossacos sitiem a cidade austríaca. Enquanto isso, alguns esnobes destratam Mary Ann por considerá-la uma mulher que perdeu a moral, entre eles Padre Roche e um jovem casal de nobres. Eles deixam claro que não querem ter relações sociais com Mary Ann até que sua reputação seja recuperada. Quando os nobres e o padre tentam quebrar o cerco imposto pelos russos, os cossacos de Nika os capturam e o comandante ordena que todos sejam executados. Mas outro prisioneiro é capturado: Mary Ann. Nika anuncia que só irá poupá-los se Mary Ann lhe conceder uma noite de paixão. Os três, que antes maltratavam Mary Ann, agora imploram que ela atenda ao pedido do comandante russo para salvar suas vidas.
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LIMITE ver imagem
Brasil, 1931, 35mm, branco e preto, 115min
p: Mário Peixoto. d: Mário Peixoto. ar/r: Mário Peixoto. df: Edgar Brasil. mo: Mário Peixoto, Edgar Brasil. tm: Brutus Pedreira, com seleções de Erik Satie, Claude Debussy, Prokofiev, Maurice Ravel, Igor Stravinsky, Aleksandr Borodin, César Franck. e: Olga Breno (mulher no 1), Taciana Rey (mulher no 2), Raul Schnoor (homem no 1), Brutus Pedreira (homem no 2), Carmen Santos (prostituta), Mário Peixoto (homem do cemitério), Edgar Brasil.
Um tema, uma situação e três histórias. O tema, a ânsia do homem pelo infinito, seu clamor e sua derrota. A situação, um barco perdido no oceano com três náufragos – um homem e duas mulheres. As três histórias são aquelas que os personagens mutuamente se contam. Na situação se esboça o tema que as três histórias desenvolvem. A tragédia cósmica se passa no barco. E para ele convergem as histórias. O filme começa no barco e no barco marca-se o seu tom. Os náufragos estão abatidos, deixaram de remar e parecem conformados com seu destino.
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