80 ANOS DO CHAPLIN-CLUB
FILME DESAPARECIDO
PROCURA-SE
"Há dias, numa entrevista para a rádio, Pery Ribas declarou que o desastre mais irreparável sofrido pelo cinema brasileiro foi o incêndio no Ministério da Agricultura que destruiu o negativo original de Barro humano em 1943. Até hoje não foi possível localizar nenhuma das várias cópias positivas que tinham sido tiradas. Uma foi distribuída na Argentina com o título de Venenos sexuales e outra passou na Itália. Como todas as procuras no Brasil foram estéreis, a única esperança que resta é a de que um dia as cinematecas de Roma, Milão ou Buenos Aires, por um desses milagres felizmente freqüentes, descubram uma cópia do filme."
Paulo Emilio Salles Gomes
'Visita a Pedro Lima', Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, 19 de janeiro de 1957.
BARRO HUMANO ver imagem
Brasil, 1929, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento
cp: Benedetti Film. p: Paulo Benedetti, Pedro Lima, Álvaro Rocha. dis: Paramount. d: Adhemar Gonzaga. ar: Adhemar Gonzaga. r: Paulo Vanderley, Adhemar Gonzaga. df: Paulo Benedetti. c: Paulo Vanderley, Adhemar Gonzaga. e: Gracia Morena (Vera), Lelita Rosa (Gilda), Eva Schnoor (Helena), Eva Nil (Diva), Carlos Modesto (Mário), Martha Torá (Emília), Luiza Valle (Dona Zeferina).
Vera era órfã de pai e arrimo de família. Arruma emprego num escritório no centro do Rio de Janeiro. Ao contrário de Vera, Mário Bueno tinha todos os requisitos para ser o homem mais feliz do mundo: belo, rico e requisitado pelas mulheres. Numa tarde, Mario e Vera encontram-se e Vera se apaixona por Mario. Ela confidencia seu amor à vizinha Gilda que também abre o coração à amiga, contando seus amores e o martírio que era viver com sua mãe, que não permitia que se divertisse. Os sentimentos de Mário para com Vera eram diversos dos que tivera antes com outras mulheres; chegou a falar sobre Vera com Diva, sua irmãzinha de criação, que o amava em segredo. Mário e Vera voltam a se ver, auxiliados pelas artimanhas de Gilda e um dia... O pecado original! Mário passa a viver atribulado. Nem mesmo os encantos de Helena, bela mulher que conhece num baile à fantasia, lhe restitui o sossego. Mario fica sabendo que Vera fugiu da cidade, levando sua mãe e irmã. Desconsolado, começa a freqüentar cabarés para esquecer-se de Vera. Num desses encontra-se com Gilda que lhe desmentiu a informação: Vera morava na mesma casa, não tendo saído do Rio. Mario corre para Vera. Esta quis resistir-lhe ainda... mas seus beijos desfizeram em beijos suas antigas recusas.
Resumo da estória publicada nas revistas A Scena Muda, de 20 de junho de 1929, e Cinearte, de 5 de junho de 1929.
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