III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso cinemateca brasileira eva
 
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CINEMA FRANCÊS SILENCIOSO

ÉTUDES SUR PARIS
ÉTUDES SUR PARIS REVISTO MUSICALMENTE POR ALMEIDA PRADO

Eric Le Roy, dos Arquivos Franceses do Filme / Centro Nacional de Cinematografia propôs o filme, e a Cinemateca Brasileira aceitou o desafio de providenciar uma partitura brasileira para o filme de André Sauvage. Para isso, convidou nada menos do que um dos mais importantes compositores eruditos contemporâneos do Brasil: Almeida Prado, autor do sempre lembrado “Cartas celestes”. Ao ampliar sua dimensão geográfica pela cidade, o filme e seu acompanhamento pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo serão apresentados na esplêndida Sala São Paulo, sob a regência do maestro Cláudio Cruz.


Estudos sobre Paris (Études sur Paris)
França, 1928, 35mm, preto e branco, 76min
p, d e m: André Sauvage; df: André Sauvage e Jean de Miéville

Estudos sobre Paris Atingimos Paris via canal de Saint-Denis: suas eclusas, seu trecho subterrâneo sob a Bastilha, até a ponte Morland, quando o rebocador de chalupas chega ao trecho do Sena que banha a cidade. Apesar da placa de “proibido pescar”, da Federação Esportiva dos Pescadores do Sena, homens dedicam-se tranquilamente ao esporte. Do eixo norte-sul da cidade, o documentário destaca a Porta de Versalhes, o Mercado de Cavalos, Montparnasse, Saint-Germain, a Concorde, a igreja La Madeleine, a avenida do teatro de Ópera, a ponte Saint-Lazare. Registra em seguida as ilhas de Paris: a Saint-Louis, o cais d’Anjou, a ilha da Cité, a catedral de Notre-Dame e a praça Vert-Galant, a ilha dos cisnes, o parque Monsouris e a cidade universitária. Do lado leste, passeamos pela piscina de Tourelles e pelo prado Saint-Gervais. A oeste, percorremos o bosque de Boulogne. Depois de um passeio de 35 quilômetros, voltamo-nos para o sul: a torre de Saint-Jacques, a praça do Châtelet, a Sainte Chapelle, o Panteão e os jardins de Luxembourg.


ENTREVISTA COM JOSÉ ANTÔNIO REZENDE DE ALMEIDA PRADOleia mais
(Gravada em junho de 2009 especialmente para a III Jornada)
Assista um trecho da entrevista


SELEÇÃO DE FILMES DO ACERVO DO CNC
VISITA AO ACERVO DOS ARQUIVOS FRANCESES DO FILME / Centro National de Cinematografia

Entre as centenas de filmes franceses restaurados pelos AFF/CNC ao longo das últimas décadas, a curadoria da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso selecionou alguns títulos para sua terceira edição. Esta seleção, aliada à dos filmes escolhidos por Eric Le Roy, possibilitará ao espectador da Jornada uma visão ampla e bastante completa das diversas tendências do cinema silencioso francês.

Todos os filmes desta seção e da anterior foram restaurados pelos Arquivos Franceses do Filme do Centro Nacional de Cinematografia dentro de um programa plurianual de restauração financiado pelo Ministério da Cultura francês.


O HOMEM DO MAR (L'homme du large) O HOMEM DO MAR
França, 1920, 35mm, tingido, 84min
cp: Gaumont Série Pax; d e r: Marcel L’Herbier, baseado em argumento de Honoré de Balzac; df: Georges Lucas; da: Claude Autant-Lara; m: Jaque Catelain e Marcel L'Herbier; e: Roger Karl (Nolff), Jaque Catelain (Michel), Claire Prélia (a mãe), Marcelle Pradot (Djenna), Charles Boyer (Guenn la Taupe), Philippe Hériat, Claude Autant-Lara, Dimitri Dragomir, Suzanne Doris, Lili Samuel, Georges Forois.

Nolff, pescador misantropo da Bretanha, vive isolado com a mulher e a filha. Quando nasce seu filho Michel, Nolff decide cuidar da educação do menino e transformá-lo num homem do mar, como ele próprio. Ao crescer, porém, Michel prefere cada vez mais os maus companheiros da terra. Depois de uma briga em um cabaré, termina na prisão, e o pai o liberta, mas o rapaz não se emenda. Nolff toma então a dolorosa decisão de entregar o filho ao mar, num barquinho sem remos. O pescador faz voto de silêncio, e a filha entra para um convento. Tempos depois, Michel volta ao lugar, purificado.


A PROPÓSITO DE SALAMBÔ (Autour de Salammbô)
1925, 35mm, preto e branco, 8min
d: Léonce-Henri Rurel
Um dos membros da equipe de Salambô registra alguns momentos da filmagem: os cenários, os atores imitando o diretor, as duas câmaras utilizadas simultaneamente.


SALAMBÔ (Salammbô) SALAMBÔ
França/Áustria, 1925, 35mm, tingido, 113min
cp: Gaumont-Franco Film-Aubert (G.F.F.A); p: Arnold Pressburger; d: Pierre Marodon; roteiro baseado na obra de Gustave Flaubert; df: Léonce-Henri Burel; da: Artur Berger e Ernst Richter; e: Jeanne de Balzac (Salambô), Rolla Norman (Mathô), Victor Vina (Hamílcar), Raphaël Lievin (Havas), Henri Baudin (Spendius), Adolf Weisse (Scharabahim), Albert de Kersten (Giscon).

Mercenários, nos jardins de Cartago, festejam a vitória contra os romanos. Cansados de esperar o pagamento de seus soldos, revoltam-se. Salambô, filha do comandante Hamílcar, surge e desperta o amor do líbio Mathô, chefe dos mercenários. Mathô rouba o véu da deusa Tanit, que rege a sorte de Cartago. Hamílcar é chamado para salvar a cidade. Salambô é enviada ao campo dos mercenários em troca do véu roubado; mas o sacrílego Mathô deve pagar com a vida seu crime. Salambô morre ao lado do corpo supliciado de Mathô, fulminados ambos pelos deuses por haver ousado tocar o sagrado véu.


O SOLAR DO MEDO (Le manoir de la peur) O SOLAR DO MEDO
França, 1927, 35mm, tingido. 72min
cp: Films Alfred Machin; d: Alfred Machin e Henry Wulschleger; df: Mario Badouaille; e: Romuald Joubé (homem de preto), Gabriel de Gravone (Jean Lormeau), Lynn Arnell (Arlette Marcha), Arlette Marchal, Cinq-Léon (Cagnos), Louis Monfils (mestre Cornélius), Georges Térof (prefeito), Ernest Chambery, Monsieur Schey.

Um desconhecido misterioso instala-se em um velho solar com seu criado. Depois de sua chegada, uma série de crimes apavora o local. Um jovem decide desvendar o mistério e com isso ganha a mão de sua amada. Produzido e co-dirigido pelo mesmo diretor de Maudit soit la guerre! / Maldita seja a guerra!, um dos Destaques de Pordenone exibidos na edição deste ano da Jornada Brasileira.


A ILHA DO AMOR (L'île d'amour) A ILHA DO AMOR
França, 1928, 35mm, preto e branco, 110min
cp: Société des Etablissements L. Gaumont; d: Berthe Dagmar e Jean Durand; r: Jean Durand, baseado em obra de Saint-Orny; df: Jacques Montéran e Maurice Velle; e: Claude France (Xénia Smith), Pierre Batcheff (Bicchi), Thérèse Kolb (a mãe), Victor Vina (Serlys), Jean Garat (Harry Smith), Aldo Rossano (Bozzi), Yvonne Armor (a noiva), Harry Fleming (a dançarina), Alice Roberts (a enfermeira), Henri Duval (o juiz), Berthe Dagmar, Guy Favières, Earl Leslie, Albert Lévy, Mistinguett.

Na Córsega, o jovem Bicchi se oferece como guia à rica americana Xênia Smith. Eles se apaixonam. Sob a influência de Xênia, Bicchi se civiliza e se refina. Ele frustra a vendetta de um de seus compatriotas e abandona a ilha do amor com Xênia. Pierre Batcheff é a personagem principal de Un chien andalou, de Luis Buñuel.


MALDONE MALDONE
França, 1928, 35mm, preto e branco, 83min
cp: Société des Films Charles Dullin; d: Jean Grémillon; r: Alexandre Arnoux; df: Georges Périnal e Christian Matras; da: André Barsacq; m: Emmanuel Nicolas e Henriette Pinson; mor: Jean Grémillon e Erik Satie; e: Charles Dullin (Olivier Maldone), Génica Athanasiou (Zita), Annabella (Flora Levigné), Georges Séroff (Léonard), Geymond Vital (Marcellin Maldone), Marcelle Charles-Dullin (vidente), Edmond Beauchamp (cigano), Isabelle Kloukowsky (cigana), André Bacqué (Juste), Roger Karl (sr. Levigné pai).

Olivier é um carreteiro que um dia, em sua vida nômade, encontra Zita, uma bela cigana por quem se apaixona. Mas a notícia da morte de seu irmão obriga Olivier a voltar para casa e cuidar da grande propriedade rural que abandonara muitos anos antes. Alguns anos se passam e, durante uma viagem feita com a intenção de estimular sua vida conjugal com a mulher Flora, Olivier reencontra Zita, que se tornara uma famosa dançarina. O encontro é desapontador, mas reaviva em Olivier a nostalgia pela vida de liberdade à qual ele decide voltar.


JEAN GRÉMILLON (1901-1959)leia mais


SELEÇÃO DE FILMES DO ACERVO DO SVENSKA FILM INSTITUTE
França, 35mm, preto e branco, 19min

IMAGENS FRANCESAS DE SIEURINleia mais
Jon Wengströn
Pesquisador, historiador, curador do acervo da Cinemateca do Instituto Sueco de Cinema

ALICE GUY BLACHÉ (1873-1968)leia mais


Entrada e saída da mina (Entrée et sortie de la mine)
1899
cp: Gaumont

Paris: Exposição Universal – Panorama do Sena (Paris: Exposition universelle – Panorama de la Seine)
1900
cp: Gaumont

O inverno: dança da neve (L’hiver: danse de la neige )
1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy

No bar (Au cabaret)
1899
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.

Paris: Exposição Universal (Paris: Exposition universelle)
1900
cp: Gaumont

Na oficina do ferreiro (Chez le maréchal-ferrand) Na oficina do ferreiro
1899
cp: Gaumont; d: Alice Guy

Avenida do Ópera (Avenue de l’Opéra )
1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy

O absinto (La bonne absinthe)
1899
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.

Cego fim-de-século (L’Aveugle fin de siècle)
1898
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.

Panorama circular sobre a ponte de Iena (Panorama circulaire sur le pont d’léna)
1900
cp: Gaumont

Chapelaria e salsicharia mecânicas (Chapellerie et charcuterie mécaniques) 1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.

A fada das couves (La fée au choux) A fada das couves
1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.

Pedilúvio (Pédiluve)
1899
cp: Gaumont

A zeladora (La concierge)
1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.

No fotógrafo (Chez le photographe) No fotógrafo
1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy
Cena cômica.



Exposição de 1900: a velha Paris (Expo 1900: le vieux Paris)
1900
cp: Gaumont

Carga de baionetas de um regimento (Charge à la baïonette d’un regiment de ligne)
1899
cp: Gaumont

Nas minas: entrada de carrinhos (Dans les mines: Entrée des bennes dans la mine)
1899
cp: Gaumont

Dança serpentina (Danse serpentine) Dança serpentina
1900
cp: Gaumont; d: Alice Guy (não comprovado)


siglas utilizadas