ínicio
08 de outubro de 1938 - Filho de mãe brasileira e pai argentino, nasce em Buenos Aires, Argentina. Depois de alguns anos com a família em Montevideu, Uruguai, aos cinco anos passa a viver no Brasil.
1945 - Cursa o primário no Colégio Angloamericano no Rio de Janeiro.
1947 - Muda-se para São Paulo.
1948 - Termina o primário no Colégio Paes Leme, onde permaneceu 11 anos como aluno interno. Mais tarde frequenta o curso de Direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
1954 - Acompanha como espectador o Festival de Cinema IV Centenário.
1956 - Começa a se interessar por cinema através de contatos com a turma de Rubem Biáfora.
Circa 1956 - Escreve seu primeiro artigo sobre cinema no jornal O Paes Leme. Ainda nesse colégio funda o Centro Cultural Clássico Científico e o jornal mural Fígaro. É segundo secretário do Grêmio Euclides da Cunha.
Circa 1957 - Começa a frequentar as sessões da Filmoteca do Museu de Arte Moderna, onde conhece Caio Scheiby, Rudá de Andrade, Paulo Emílio Salles Gomes e Almeida Salles. Preside o cineclube do Centro Dom Vital, onde conhece Jean-Claude Bernardet.
1957 - Faz cineclubismo no Centro Nacional de Cineclubes, onde conhece Carlos Vieira. Publica artigos nos jornais dos Cineclubes (Clube de Cinema de Marília).
1958 - A convite de Paulo Emílio Salles Gomes, começa a trabalhar na Cinemateca Brasileira, junto a Rudá de Andrade, Sérgio Lima, Jean-Claude Bernardet. Essa equipe dá novo impulso à instituição após o incêndio de 1957.
1958 - Frequenta o Curso para dirigentes de Cineclubes, na Cinemateca Brasileira.
1958-1960 - Escreve para o Suplemento Literário d'O Estado de S. Paulo.
1959 - Conhece Trigueirinho Neto que o apresenta a Glauber Rocha.
1960 - Com uma bolsa recebida do Governo italiano, ingressa no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma. Nesse período se aproxima de personalidades como Paulo Cezar Saraceni, Glauber Rocha e Joaquim Pedro de Andrade, integrando, assim, o movimento do Cinema Novo.
1960-1962 - Aproxima-se de Gianni Amico, Bernardo Bertolucci, Marco Belochio, Sandro Franchina.
1962 - Realiza seu primeiro filme, Dança macabra, um documentário sobre as gravuras de Holbein. Em Paris, faz o curso de cinema etnográfico ministrado por Jean Rouch no Museu do Homem e, também, escreve para os Cahiers du cinéma.
1964 - Volta ao Brasil em 1964, radicando-se no Rio de Janeiro, onde passa a atuar em prol do Cinema Novo. Defensor deste movimento cinematográfico desde o Festival de Santa Marguerita Ligure, em 1961, Dahl faz seu primeiro trabalho como montador
para o filme Integração racial (1964), de Saraceni.
1965 - Realiza a montagem de A grande cidade (1965), de Carlos Diegues. Pelo trabalho de montagem deste filme ganha os prêmios "Coruja de Ouro" e "Saci". No mesmo ano dirige o documentário Em busca do ouro.
1965-1966 - Escreve artigos para a revista Civilização Brasileira defendendo o Cinema Novo. Nesta atividade de crítico e ensaísta, colabora também com o Jornal do Brasil, o Correio Braziliense e a Folha de S. Paulo.
1968 - Realiza seu primeiro longa-metragem O bravo guerreiro, lançado em 1969 no Cine-Belas Artes – São Paulo. O filme recebe o prêmio “Melhor Diretor” da Comissão Estadual de Cinema - Governo do Estado de São Paulo; o Prêmio Especial do Júri do Festival de Brasília e o Prêmio “Melhores Diálogos” do 1o Festival de Cinema de Belo Horizonte.
1970 - Passa a colaborar na revista Filme Cultura, onde publica entre outros artigos: “Mercado é cultura”. Colabora com a RAI com os documentários Lady Festival e Il Cinema Brasiliano Io e Lui.
1972 - Realiza Uirá, um índio em busca de deus, baseado em um ensaio de Darcy Ribeiro. O filme recebe os prêmios “Margarida de Prata” da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB; Prêmio Adicional de Qualidade do Conselho Nacional de Cinema - CONCINE; Prêmio Especial do Júri do Festival de Gramado.
1974 - Colabora na revista Opinião e depois na revista Movimento.
1974 - Ganha novamente o "Coruja de Ouro" pela montagem de Passe livre, de
Oswaldo Caldeira.
1975-1979 - Entra na Embrafilme como assessor de Roberto Farias, passando em seguida para a atividade de distribuição e estrutura e Superintendência de Comercialização – SUCON, contribuindo para a transformação da empresa em uma poderosa distribuidora.
1981 - Realiza Tensão no Rio.
1981-1983 - Presidente da Abraci - Associação Brasileira de Cineastas.
1985 - Assume a presidência do Conselho Nacional de Cinema – CONCINE, onde cria o mercado legal de vídeo e estimula a produção e exibição de curtas-metragens.
1989 - No final do governo Sarney, é nomeado presidente do Conselho Nacional de Direitos Autorais – CNDA.
1998 - Publica uma série de artigos no Jornal do Brasil, nos quais o modelo de intervenção estatal no cinema brasileiro é questionado.
2000 - Preside o III Congresso Brasileiro de Cinema, em Porto Alegre. No mesmo ano é convidado para participar do Grupo Executivo da Indústria Cinematográfica – GEDIC. Torna-se seu relator e, em conjunto com a Casa Civil/PR, produz o plano estratégico Nova Política Cinematográfica, que contempla a criação da Agência Nacional do Cinema.
2001 - Criação da ANCINE, entidade da qual é nomeado diretor-presidente, dedicando-se à sua implantação até o final do mandato, em dezembro de 2006.
2007 - 2011 - Presidente do Conselho da Cinemateca Brasileira e diretor-executivo do CTAv – Centro Técnico do Audiovisual.
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