ínicio

Programação

ASSIM É CARLOS MANGA
06 a 11 de abril de 2010
 
A Cinemateca Brasileira presta justa e oportuna homenagem a um dos maiores artistas do cinema brasileiro – Carlos Manga. Montador, roteirista, diretor de cinema e televisão, Manga é o principal artesão de um gênero de comédia popular – a chanchada – que não apenas encantou as platéias do país com seus números musicais carnavalescos e inesquecíveis atuações de Grande Otelo e Oscarito, como também manteve com sucesso, durante mais de duas décadas, o filme brasileiro nas telas, a despeito da forte concorrência do cinema norte-americano. Nascido em 06 de janeiro de 1928, Carlos Manga foi levado aos estúdios da Atlântida pelas mãos do ator e cantor Cyll Farney. Assumindo as mais diversas funções na produtora, teve como “mestres” de seu aprendizado cinematográfico o montador Waldemar “Didi” Noya e o cenógrafo, roteirista e diretor José Cajado Filho.
Depois de experimentar a direção nos números musicais de Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle, Manga assumiu definitivamente a função de diretor em A dupla do barulho (1953), primeiro filme em que Oscarito e Grande Otelo atuam como um duo, no que se tornaria uma das parcerias mais bem-sucedidas do humor brasileiro. Em seguida, dirigiu alguns dos maiores clássicos da chanchada, como Nem Sansão nem Dalila (1954), Matar ou correr (1954), Garotas e samba (1957), De vento em popa (1957), Esse milhão é meu (1958) e O homem do Sputnik (1959), entre inúmeros outros sucessos. A partir dos anos 1960, iniciou uma nova fase de sua carreira, realizando programas, novelas e minisséries para a Rede Globo.
A mostra ASSIM É CARLOS MANGA exibe algumas das mais representativas obras do diretor. Além de A dupla do barulho e O homem do Sputnki, compõem a programação os filmes Vamos com calma (1955), com números musicais de Ataulfo Alves, Emilinha Borba, Nora Ney e Isaurinha Garcia; Garotas e samba (1957), último musical da Atlântida e paródia de Como agarrar um milionário, grande sucesso de Hollywood; Entre mulheres e espiões (1962), com argumento do escritor paulistano Marcos Rey; O marginal (1974), experiência atípica de Manga no terreno do drama policial, protagonizada por Tarcísio Meira; e, fechando o ciclo, Assim era a Atlântida, documentário sobre a lendária produtora, reunindo entrevistas, imagens de arquivo e cenas de seus mais marcantes filmes.
 
 

 
A Cinemateca Brasileira lamenta os recentes acontecimentos que se abateram sobre a cidade do Rio de Janeiro e informa que a palestra com o cineasta Carlos Manga, programada para hoje, dia 7 de abril, às 20h00, foi CANCELADA pela impossibilidade do embarque do artista para São Paulo.

No mesmo dia e horário exibiremos o filme O homem do Sputnik, dirigido por Manga, em sessão gratuita. A palestra com o diretor será reagendada e a nova data oportunamente divulgada para todos. 
 
 

 
 
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.
 
 
PROGRAMAÇÃO
 
06.04 | TERÇA
 
SALA CINEMATECA BNDES
 
19h00   A DUPLA DO BARULHO
21h00  GAROTAS E SAMBA
 
07.04 | QUARTA
 
SALA CINEMATECA BNDES
 
18h00   ASSIM ERA A ATLÂNTIDA
20h00  O HOMEM DO SPUTNIKENTRADA FRANCA
 
 
08.04 | QUINTA
 
SALA CINEMATECA PETROBRAS
 
19h00   VAMOS COM CALMA
21h00   O HOMEM DO SPUTNIK
 
09.04 | SEXTA
 
SALA CINEMATECA PETROBRAS
 
19h00   ENTRE MULHERES E ESPIÕES
21h00   O MARGINAL
 
10.04 | SÁBADO
 
SALA CINEMATECA PETROBRAS
 
16h00   GAROTAS E SAMBA
19h00   O HOMEM DO SPUTNIK
21h00   A DUPLA DO BARULHO
 
11.04 | DOMINGO
 
SALA CINEMATECA PETROBRAS
 
15h00   VAMOS COM CALMA
17h00   ENTRE MULHERES E ESPIÕES
19h00   O MARGINAL
21h00   ASSIM ERA A ATLÂNTIDA
 
 
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
 
Assim era a Atlântida, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1975, 35mm, cor/pb, 105’
Documentário sobre as chanchadas – comédias musicais freqüentemente apoiadas na paródia a sucesso de Hollywood e na performance de cantores populares – produzidas pelos estúdios da Atlântida entre 1942 e 1962. O filme retrata o início da indústria cinematográfica no Brasil e inclui entrevistas, imagens de arquivo e músicas dos maiores atores, atrizes e diretores da época de ouro do cinema brasileiro.Apresenta ainda cenas retiradas de todas as 27 chanchadas que a empresa ainda possuía em seu arquivo quando da realização do documentário, atestando a magia deste popular gênero que encantava platéias brasileiras.
Classificação indicativa: Livre
qua 07 18h00 | dom 11 21h00
 
A dupla do barulho, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1953, 35mm, pb, 93’ | Exibição em Betacam
Oscarito, Grande Otelo, Edith Morel, Renato Restier, Mara Abrantes, Wilson Grey, Gregorio Barrios, Clóvis de Castro, Átila Iório
Tonico e Tião, artistas de teatro mambembe, percorrem o país fazendo as pessoas rirem, em busca do sucesso e da fama, antes da grande estréia no Rio de Janeiro. Mas o relacionamento da dupla se deteriora a partir do momento em que Tião começa a achar que Tonico tem mais espaço nos espetáculos do que ele e deixa de se conformar com a condição de “escada” para o colega. Estreia de Carlos Manga na direção de longas-metragens, este é também considerado o primeiro filme em que Oscarito e Grande Otelo atuam como dupla, no que se tornaria uma das parcerias mais bem-sucedidas e celebradas do humor brasileiro – embora eles já tivessem aparecido juntos em filmes realizados desde a década de 1940.
Classificação indicativa: Livre
ter 06 19h00 | sáb 10 21h00
 
Entre mulheres e espiões, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1962, 35mm, pb, 100’ | Exibição em Betacam
Oscarito, Marly Bueno, Vagareza, Rose Rondelli, Paulo Celestino, Modesto de Souza, Cyll Farney
Figurante teatral que gosta de se fazer passar por um grande ator é atraído para uma trama de espionagem ao flertar com uma mulher na rua. Aceitando trabalhar como agente secreto, ele é encarregado de seguir um espião estrangeiro que quer roubar a fórmula secreta de um combustível para foguetes feito a partir da banana. Para tanto, ele se vale de seu talento como ator, disfarçando-se de mensageiro, vendedor judeu e até de alienígena. Argumento do escritor Marcos Rey. Participação especial de Cyll Farney, como ele mesmo.
Classificação indicativa: Livre
sex 09 19h00 | dom 11 17h00
 
Garotas e samba, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1957, 35mm, pb, 102’ | Exibição em Betacam
Renata Fronzi, Sônia Mamede, Adelaide Chiozzo, Francisco Carlos, Zé Trindade, Jece Valadão, Zezé Macedo, Ivon Cury
Tradicional pensão de moças controlada com mão de ferro por uma solteirona puritana e complexada é agitada pela chegada de três novas inquilinas: Zizi, que fugiu de um casamento arranjado; Didi, que sonha em cantar no rádio; e Naná, que deseja se casar com um velho milionário. Enquanto Zizi consegue um emprego como vedete numa boate, Didi é enganada por um vigarista e Naná seduz um empresário milionário. Outra típica comédia musical da Atlântida, o filme é uma paródia de Como agarrar um milionário, grande sucesso de Hollywood dirigido por Jean Negulesco. Os números musicais contam com a participação de Francisco Carlos, Ivon Cury, Emilinha Borba e Isaura Garica, entre outros. Considerado o último musical da Atlântida, foi também o primeiro filme de Sônia Mamede, que substituiu a atriz Consuelo Leandro.
Classificação indicativa: 10 anos
ter 06 21h00 | sáb 10 16h00
 
O homem do Sputnik, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1959, 35mm, pb, 98’
Oscarito, Cyl Farney, Zezé Macedo, Neide Aparecida, Norma Bengell, Jô Soares, Alberto Pérez, Hamilton Ferreira, Heloísa Helena
A vida de um casal de criadores de galinhas se transforma numa grande confusão depois que um satélite artificial, muito parecido com o russo Sputnik, cai no galinheiro de sua casa matando alguns dos animais. Para recuperar o prejuízo, o homem tenta penhorar o objeto e é descoberto pela namorada de um jornalista. O fato repercute, chamando a atenção de espiões internacionais, e logo líderes russos, norte-americanos e franceses passam a mandar ao Brasil missões especiais com o objetivo de recuperar o satélite. Uma curiosidade: à época da realização do filme, o famoso satélite russo Sputnik estava em órbita e havia mesmo uma ameaça de que ele viesse a cair sobre a Terra. Uma das mais famosas comédias da Atlântida, o filme conta com música de Radamés Gnatalli e uma premiada participação de Norma Bengell em papel coadjuvante, além da primeira atuação de Jô Soares no cinema. Vencedor dos prêmios de Melhor Diretor e Melhor Argumento no VII Festival de Cinema do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em 1959.
Classificação indicativa: Livre
qui 08 21h00 | sáb 10 19h00
 
O marginal, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1974, 35mm, cor, 105’ | Exibição em 16mm
Tarcísio Meira, Darlene Glória, Vera Gimenez, Anselmo Duarte, Maurício do Valle
Um menino pobre torna-se um marginal notório depois de crescer em instituições de caridade. Já adulto, envolve-se com um grupo da alta sociedade e é preso por assassinato. Ao saber que tem um filho de sua relação com uma vedete de teatro de revista, decide mudar de vida. Mas as tentações para que ele retorne à vida criminal continuam a aparecer. Exemplo da versatilidade de Carlos Manga na direção, o filme é um drama policial que difere bastante das comédias musicais usualmente associadas ao trabalho do diretor. Com Tarcísio Meira no papel do protagonista, o filme contou com a colaboração de Dias Gomes e Lauro César Muniz em seu roteiro.
Classificação indicativa: 16 anos
sex 09 21h00 | dom 11 19h00
 
Vamos com calma, de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1955, 35mm, pb, 98’ | Exibição em Beta digital
Oscarito, Cyll Farney, Eliana, Ivon Cúri, Margot Louro, Ivon Curi, Wilson Grey
Dois vigaristas, Buscapé e Sandra, são pegos em flagrante tentando roubar a casa de uma milionária. Instruído por um candidato a genro da grã-fina, Buscapé se faz passar por um nobre inglês, por quem a madame cai de amores. Mas logo entra em cena outro falso aristocrata, também de olho nas jóias da ricaça, que supostamente teriam pertencido a Catarina da Rússia. Baseado na peça teatral Cabeça de porco, de Luís Iglésias e Miguel Santos, o filme é uma típica comédia da Atlântida, com números musicais de Ataulfo Alves, Emilinha Borba, Nora Ney e Isaurinha Garcia, dentre muitos outros.
Classificação indicativa: Livre
qui 08 19h00 | dom 11 15h00

Cinemateca Brasileira
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