ínicio
CLÁSSICOS & RAROS DO NOSSO CINEMA – 2ª EDIÇÃO
21 de abril a 16 de maio de 2010
A Cinemateca Brasileira volta a firmar parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil para apresentar a segunda edição da mostra CLÁSSICOS & RAROS DO NOSSO CINEMA. Realizada pela primeira vez em dezembro de 2007 e janeiro de 2008,
Neste contexto, serão projetados clássicos como A filha do advogado (1926), de Jota Soares, produção silenciosa do Ciclo do Recife, Cala a boca Etelvina (1958), de Eurides Ramos, chanchada com Dercy Gonçalves, A grande feira (1961), de Roberto Pires, diretor pioneiro do cinema baiano, e A mulher de todos (1969), com Helena Ignez no papel da vampiresca Angela Carne e Osso. Pérolas do cinema popular paulista como Gregório 38 (1969), de Alex Prado, clássico do western feijoada, o policial Os desclassificados (1972), de Clery Cunha, o horror erótico Ninfas diabólicas (1978), de John Doo, e Damas do prazer (1979), de Antonio Meliande, obra-prima do cinema da Boca do Lixo, fazem parte da mostra.
Dentre as raridades da segunda edição, destacam-se Preço de um desejo (1952), melodrama criminal dirigido por Aloisio T. de Carvalho, E a paz volta a reinar (1955), de Yoshisuke Sato, filme que joga luz sobre um capítulo obscuro da história da colônia japonesa no Brasil, Juventude sem amanhã (1959), de Elzevir Pereira da Silva e João Cézar Galvão, um retrato das práticas criminosas da chamada juventude transviada em Copacabana, e É Simonal (1970), de Domingos Oliveira, insólita comédia musical embalada pelo sucesso do cantor Wilson Simonal nos anos 70.
Para as crianças, a mostra CLÁSSICOS & RAROS DO NOSSO CINEMA – 2ª EDIÇÃO apresenta o curta Macaco feio... macaco bonito... (1929), de Luiz Seel, uma das primeiras animações feitas no Brasil, em programa duplo com O Saci (1953), de Rodolfo Nanni, adaptação da obra de Monteiro Lobato para as telas.
A mostra contará ainda com uma série encontros com os cineastas e atores que assinam as produções escolhidas. O espectador terá a oportunidade de conversar com os cineastas Alex Prado, Aloisio T. de Carvalho, Carlos Reichenbach, Clery Cunha, Guilherme de Almeida Prado e Rodolfo Nanni, com as atrizes Helena Ignez e Patrícia Scalvi, e com os músicos Wilson Simoninha e Max de Castro.
SERVIÇO
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – SÃO PAULO
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) / R$ 2,00 (meia-entrada)
PROGRAMAÇÃO
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
21.04 | QUARTA
17h00 A MULHER DE TODOS
19h30 ABERTURA COM CARLOS EBERT E PAULO SACRAMENTO
22.04 | QUINTA
15h00 NA SENDA DO CRIME
17h00 CALA A BOCA ETELVINA
19h30 E A PAZ VOLTA A REINAR
23.04 | SEXTA
15h00 MATAR OU CORRER
17h00 A FILHA DO ADVOGADO
19h30 NA SENDA DO CRIME
24.04 | SÁBADO
15h00 A MULHER DE TODOS
17h00 ENCONTRO COM HELENA IGNEZ
19h30 CALA A BOCA ETELVINA
25.04 | DOMINGO
15h00 E A PAZ VOLTA A REINAR
17h00 A MULHER DE TODOS
19h30 A FILHA DO ADVOGADO
28.04 | QUARTA
15h00 NEM SANSÃO NEM DALILA
17h00 LILIAN M: RELATÓRIO CONFIDENCIAL
19h30 ENCONTRO COM CARLOS REICHENBACH
29.04 | QUINTA
15h00 O MATADOR PROFISSIONAL
17h00 É SIMONAL
19h30 ENCONTRO COM WILSON SIMONINHA E MAX DE CASTRO
30.04 | SEXTA
15h00 UMA AVENTURA AOS 40
17h00 NEM SANSÃO NEM DALILA
19h30 LILIAN M: RELATÓRIO CONFIDENCIAL
01.05 | SÁBADO
15h00 NINFAS DIABÓLICAS
17h00 ENCONTRO COM PATRÍCIA SCALVI
19h30 O MATADOR PROFISSIONAL
02.05 | DOMINGO
15h00 TERRA EM TRANSE
17h00 NINFAS DIABÓLICAS
19h30 UMA AVENTURA AOS 40
05.05 | QUARTA
15h00 PERFUME DE GARDÊNIA
17h00 OS DESCLASSIFICADOS
19h30 ENCONTRO COM CLERY CUNHA
06.05 | QUINTA
15h00 DAMAS DO PRAZER
17h00 JUVENTUDE SEM AMANHÃ
19h30 É SIMONAL
07.05 | SEXTA
15h00 OS DESCLASSIFICADOS
17h00 PERFUME DE GARDÊNIA
19h30 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA
08.05 | SÁBADO
15h00 É SIMONAL
17h00 DAMAS DO PRAZER
19h30 JUVENTUDE SEM AMANHÃ
09.05 | DOMINGO
15h00 MACACO FEIO... MACACO BONITO... | O SACI
17h00 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA
19h30 DAMAS DO PRAZER
12.05 | QUARTA
15h00 A GRANDE FEIRA
17h00 O PAGADOR DE PROMESSAS
19h30 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
13.05 | QUINTA
15h00 CAVEIRA MY FRIEND
17h00 PREÇO DE UM DESEJO
19h30 GREGÓRIO 38
14.05 | SEXTA
15h00 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
17h00 A GRANDE FEIRA
19h30 O PAGADOR DE PROMESSAS
15.05 | SÁBADO
15h00 GREGÓRIO 38
17h00 CAVEIRA MY FRIEND
19h30 PREÇO DE UM DESEJO
22h00 GREGÓRIO 38
24h00 CAVEIRA MY FRIEND
16.05 | DOMINGO
15h00 O PAGADOR DE PROMESSAS
17h00 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
19h30 A GRANDE FEIRA
CINEMATECA BRASILEIRA
22.04 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 PERFUME DE GARDÊNIA | ENCONTRO COM GUILHERME DE ALMEIDA PRADO
23.04 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA
20h30 MACACO FEIO... MACACO BONITO... | O SACI
24.04 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 DAMAS DO PRAZER
18h30 JUVENTUDE SEM AMANHÃ
20h30 OS DESCLASSIFICADOS
25.04 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 MACACO FEIO... MACACO BONITO | O SACI | ENCONTRO COM RODOLFO NANNI
19h30 É SIMONAL
28.04 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 CAVEIRA MY FRIEND
20h30 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
29.04 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 A GRANDE FEIRA
20h30 PREÇO DE UM DESEJO
30.04 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h00 GREGÓRIO 38 | ENCONTRO COM ALEX PRADO
01.05 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 GREGÓRIO 38
18h30 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
20h30 CAVEIRA MY FRIEND
02.05 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 A GRANDE FEIRA
18h30 PREÇO DE UM DESEJO | ENCONTRO COM ALOISIO T. DE CARVALHO
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
UMA AVENTURA AOS 40
de Silveira Sampaio
Rio de Janeiro, 1947, 35mm, pb,
Flávio Cordeiro, Silveira Sampaio, Nilza Soutin, Ana Lucia
Durante um programa de televisão, famoso psiquiatra revela episódios não-oficiais de sua vida: as diabruras da infância, a ascensão casual na profissão, o casamento por conveniência e sua maior aventura, um caso de adultério com uma bela jovem. Enquanto isso, o interlocutor do programa, contrariado, insiste em rememorar a face politicamente correta de sua trajetória. Comédia de costumes, paródia de ficção científica, cuja ação se desenrola no longínquo ano de 1975. Ator, dramaturgo, comentarista político, diretor de cinema e teatro, Silveira Sampaio apontou novos rumos para a produção satírica brasileira, tanto no jornalismo quanto nas artes. Em meados dos anos 50, envolveu-se com a recém-criada televisão, tornando-se um pioneiro dos chamados “talk shows”.
ccbb sp – sex 30 15h00 | dom 02 19h30
BONITINHA, MAS ORDINÁRIA
de J. P. de Carvalho
Rio de Janeiro, 1963, 35mm, pb,
Jece Valadão, Lia Rossi, Odete Lara, Ambrósio Fregolente
Moça de boa família lê num jornal uma notícia espetacular: a curra sofrida por uma empregada doméstica. Obcecada com o fato, ela pede ao cunhado, seu amante, que a faça vítima de idêntico ultraje. Quando parentes descobrem seu plano, tentam a todo custo lhe arranjar um casamento. Sexo, perversão, amor, culpa e violência – ingredientes dos melodramas e folhetins de Nelson Rodrigues – irrompem nesta primorosa adaptação da peça teatral para as telas. Depois do sucesso de Boca de Ouro nos cinemas, no qual intepretou o papel principal, e se valendo do êxito de Bonitinha, mas ordinária nos palcos cariocas, Jece Valadão volta ao universo ficcional de Nelson Rodrigues, agora como produtor, ator e roteirista, para arrebatar mais uma vez o grande público. No elenco, nomes de peso como Odete Lara e Ambrósio Fregolente – ator que mais intrepretou personagens de Nelson Rodrigues no cinema e no teatro. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – sex 07 19h30 | dom 09 17h00
cinemateca – sex 23 18h30
CALA A BOCA ETELVINA
de Eurides Ramos
Rio de Janeiro, 1958, 35mm, pb,
Dercy Gonçalves, Humberto Catalano, Manuel Vieira, Paulo Goulart
Etelvina é empregada de um jovem casal que passa por problemas financeiros. Cansada da situação, a esposa resolve voltar para a casa da mãe. Contudo, o marido recebe a visita do tio, um rico criador de jacarés, que preza a unidade familiar e é sua esperança de melhoria. Mas o tio confunde Etelvina com a mulher do sobrinho, criando as maiores confusões. Chanchada com produção da Cinedistri, entremeada por números musicais com Emilinha Borba, Nelson Gonçalves, Jackson do Pandeiro, The Golden Boys, entre outros. O filme retoma o universo popular do teatro de revista e das comédias ligeiras, gêneros de espetáculo onde Dercy Gonçalves exerceu sua genialidade de comediante nas décadas de 30 e 40. O sucesso de Cala a boca Etelvina nos cinemas reuniria novamente a atriz e o diretor Eurides Ramos em outra comédia – Minervina vem aí – também baseada em peça de Armando Gonzaga. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qui 22 17h00 | sáb 24 19h30
CAVEIRA MY FRIEND
de Álvaro Guimarães
Salvador, 1970, 35mm, pb,
Manoel da Costa, Maria da Conceição Senna, Gó Muniz, Sônia Dias
A exemplo de filmes como Meteorango Kid, o herói intergalático, de André Luiz Oliveira, expressão da vanguarda cinematográfica baiana dos anos 70, Caveira my friend radicaliza o discurso fílmico por meio de uma linguagem fragmentada, livre de amarras ideológicas, que joga luz sobre a forma cinematográfica. Com trilha sonora dos Novos Baianos, apresenta uma narrativa rarefeita em que um grupo de assaltantes, liderados por Caveira, comete crimes pela cidade. Figura atuante, Álvaro Guimarães escreveu crítica teatral e dirigiu montagens de Dias Gomes e Nelson Rodrigues. No cinema, foi assistente de Glauber Rocha em Barravento e de Walter Lima Jr. em Menino de engenho. Além de Caveira my friend, realizou em 1960 o curta Moleques de rua, montado por Caetano Veloso. Cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira.
ccbb sp – qui 13 15h00 | sáb 15 17h00 e 00h00
cinemateca – qua 28 18h30 | sáb 01 20h30
DAMAS DO PRAZER
São Paulo, 1979, 35mm, cor,
Irene Stefânia, Bárbara Fazio, Paulo Hesse, Nicole Puzzi
Os desejos e contradições de um grupo de prostitutas, formado por novatas e veteranas, diante da dura realidade do mercado do sexo na Boca do Lixo,
ccbb sp – qui 06 15h00 | sáb 08 17h00 | dom 09 19h30
cinemateca – sáb 24 16h30
OS DESCLASSIFICADOS
de Clery Cunha
São Paulo, 1972, 35mm, cor,
Darcy Silva, Joana Fomm, Hélio Souto, Jesse James
Playboy deseja sexualmente a madrasta, amante de um gerente de banco. Para se vingar do adultério, ele planeja um assalto à agência onde o homem trabalha. Mas o crime fracassa, os bandidos fogem e se escondem num quarto, onde a situação fica cada vez mais tensa, diante da iminente chegada da polícia. Filme policial rodado na Boca do Lixo, Os desclassificados baseou-se na história verídica de um jovem de alta classe que para obter as mais prazerosas sensações, arquitetou o roubo de um carro forte no início dos anos 70. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qua 05 17h00 | sex 07 15h00
cinemateca – sáb 24 20h30
E A PAZ VOLTA A REINAR
de Yoshisuke Sato
São Paulo, 1955, 35mm, pb,
Dem Obinata, Verena Stalder, Yassuo Otani, Lea Pellegrini
Imigrante japonês, noivo da filha de um fazendeiro brasileiro, envolve-se com a crescente tensão de compatriotas que não querem acreditar na derrota do Japão na Segunda Guerra. Enquanto isso, um grupo de estelionatários procura tirar proveito da situação, vendendo yens desvalorizados. Filme raro, que joga luz sobre um capítulo obscuro da história da colônia japonesa no Brasil – o surgimento da organização secreta Shindo Renmei no interior paulista. Alegando que a notícia da derrota do exército japonês na guerra era fruto de propaganda dos países aliados, a Shindo Renmei promoveu, entre 1946 e 1947, uma “limpeza ideológica” na colônia, declarando guerra aos derrotistas, apelidados de “corações sujos”. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qui 22 19h30 | dom 25 15h00
É SIMONAL
de Domingos Oliveira
Rio de Janeiro, 1970, 35mm, cor,
Wilson Simonal, Irene Stefânia, Irma Alvarez, Oduvaldo Viana Filho
Fã do cantor Simonal viaja para o Rio de Janeiro esperando encontrar seu ídolo. Passando-se por jornalista, consegue se aproximar dele durante um ensaio. Insólita comédia musical embalada pelo sucesso de Wilson Simonal nos anos 70. Reúne imagens antológicas do artista em shows na boate Sucata e no Maracanãzinho, onde regeu um coro extasiado de 35 mil pessoas – parte delas foram usadas no documentário Simonal – ninguém sabe o duro que dei (2009). No elenco, nomes como Jorge Dória, Maria Gladys, Marília Pêra e Ziembinsky. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qui 29 17h00 | qui 06 19h30 | sáb 08 15h00
cinemateca – dom 25 19h30
A FILHA DO ADVOGADO
de Jota Soares
Recife, 1926, 35mm, pb,
Jota Soares, Guiomar Teixeira, Euclides Jardim, Noberto Teixeira
Antes de partir para a Europa, advogado revela segredo a um amigo jornalista – tem uma filha fora do casamento, que vive com a mãe numa fazenda – e pede a ele que traga as duas para Recife. Na cidade, o jornalista e a moça começam um discreto namoro, logo atrapalhado pela aparição do filho legítimo do advogado, um jovem farrista e mulherengo. Na década de 20, um grupo de amantes do cinema em Recife realizou uma série de filmes pioneiros que até hoje servem como referência da produção brasileira do período. A filha do advogado é uma de suas mais bem sucedidas produções. Realizado pela Aurora Filme, fez notável carreira comercial pelas salas do Rio de Janeiro na década de 20. Cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira.
ccbb sp – sex 23 17h00 | dom 25 19h30
A GRANDE FEIRA
de Roberto Pires
Salvador, 1961, 35mm, pb,
Geraldo D'El Rey, Luiza Maranhão, Helena Ignez, Antonio Luis Sampaio
Feirantes de Água dos Meninos, em Salvador, são ameaçados de despejo por um empresa imobiliária e lutam para não perder o terreno. A partir deste acontecimento, uma série de histórias se entrelaçam envolvendo a personagem Maria da Feira. Ao lado de cineastas como Glauber Rocha e Luiz Paulino dos Santos, Roberto Pires é personalidade fundamental para a história do cinema baiano. Inventor e mestre da narrativa, foi um exímio cultor do thriller policial. Pioneiro, Pires rodou ainda o primeiro longa-metragem baiano, Redenção de 1958.
ccbb sp – qua 12 15h00 | sex 14 17h00 | dom 16 19h30
cinemateca – qui 29 18h30 | dom 02 16h30
GREGÓRIO 38
de Alex Prado
São Paulo, 1969, 35mm, pb,
Alex Prado, Gran-Dini, Rosana Mondin, Bruzone Dantas
Depois de trabalhar e juntar dinheiro para saldar as dívidas da família, jovem retorna para o sítio dos pais e encontra todos os seus parentes mortos. Descobre que foram assassinados por jagunços chefiados por Gregório, um temido pistoleiro. O herói então decide perseguir implacavelmente os facínoras. Como muitos colegas de geração, Rubens Prado aprendeu a fazer e produzir filmes sem respaldos oficiais, no dia-a-dia dos sets de filmagem. Ao lado dos inúmeros artistas e técnicos que deram corpo e vida ao cinema da Boca, dirigiu alguns dos maiores clássicos do western feijoada. Inspirado por filmes como Da terra nasce o ódio (1954), A lei do sertão (1956) e Homens sem paz (1957), Rubens Prado tomou por cenário a cidade de Guararema, no interior paulista, para as filmagens de Gregório 38, seu primeiro bangue-bangue. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qua 13 19h30 | sáb 15 15h00 e 22h00
cinemateca – sex 30 20h00 | sáb 01 16h30
JUVENTUDE SEM AMANHÃ
de Elzevir Pereira da Silva e João Cézar Galvão
Rio de Janeiro, 1959, 35mm, pb,
Charles Florentino, Celme Silva, Humberto Heitor, Iracema Vitória
“A verdade sobre os cafajestes!”; “A curra dos playboys, em audaciosas sequências filmadas em ritmo alucinante, que porá seus nervos em polvorosa!” prometem os anúncios publicados nos jornais da época. O lançamento de Juventude sem amanhã foi precedido de inúmeros escândalos, incluindo o suicídio de um de seus diretores, Elzevir Pereira da Silva, que, no dizer de um jornalista da época, havia sido “morto pela imprensa marrom”. O filme retrata as práticas criminosas de um grupo de jovens delinqüentes – a juventude transviada –
ccbb sp – qui 06 17h00 | sáb 08 19h30
cinemateca – sáb 24 18h30
de Carlos Reichenbach
São Paulo, 1975, 35mm, cor, 120
Célia Olga Benvenutti, Benjamin Cattan, Edward Freund, Lee Bujyja
Seduzida por um mascate, jovem abandona o marido lavrador e os filhos para ganhar a vida
ccbb sp – qua 28 17h00 | sex 30 19h30
de Luiz Seel
Rio de Janeiro, 1929, 16mm, pb,
Inspirado pelo estilo dos irmãos norte-americanos Max e David Fleischer, fundadores da Fleischer Studios, companhia produtora que lançou nas telas personagens famosos como a sedutora Betty Boop e o marinheiro Popeye, Macaco feio... macaco bonito... é um dos filmes pioneiros do cinema de animação no Brasil. Esquete cômico, tem como personagem um macaco que provoca as maiores confusões depois que foge de um Jardim Zoológico. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – dom 09 15h00
cinemateca – sex 23 20h30 | dom 25 16h30
O MATADOR PROFISSIONAL
de Jece Valadão
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor,
Jece Valadão, Darlene Glória, Fábio Sabag, Carlos Eduardo Dolabella
Matador é contratado por uma quadrilha para dar cabo de um figurão que atrapalha os planos do grupo. Recebe a primeira parte do pagamento e a gangue lhe assegura que a outra será paga depois do assassinato. O crime é consumado, mas os criminosos não cumprem o acordo e o matador parte em busca de vingança. Em sua caçada, não poupará ninguém, até mesmo a bela mulher que lhe jurou um falso amor. Produzido, dirigido e protagonizado por Jece Valadão, O matador profissional conta com trilha sonora original composta pelo grande maestro, pianista e cantor Erlon Chaves. Neste filme, Valadão constrói seu personagem a partir do policial interpretado por Alain Delon em O samurai (1967), dirigido pelo francês Jean-Pierre Melville. Fotografia de Hélio Silva. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qui 29 15h00 | sáb 01 19h30
MATAR OU CORRER
de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1954, 35mm, pb,
Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy, Renato Restier
Dois forasteiros chegam à cidade de Matagorda, no Velho Oeste, lugar dominado por um temido bandoleiro. Durante uma briga num saloon, acabam nocauteando, por acidente, o criminoso. Em gratidão a este ato heróico, os cidadãos de Matagorda nomeiam um deles como xerife da cidade. No entanto, as coisas se complicam quando o bandoleiro foge da prisão, sedento por vingança. Paródia do faroeste americano Matar ou morrer (1952), de Fred Zinnemann, Matar ou correr é o último filme com a dupla Oscarito e Grande Otelo.
ccbb sp – sex 23 15h00
A MULHER DE TODOS
de Rogério Sganzerla
São Paulo, 1969, 35mm, pb/cor,
Helena Ignez, Jô Soares, Paulo Villaça, Renato Correa de Castro
As aventuras eróticas, e em “sexycolor”, da vampiresca Angela Carne Osso. Depois de largar um amante, a bela ninfômana segue para o litoral e, na exótica Ilha dos Prazeres, tira prazer de inúmeros homens. Seu marido, um magnata das histórias em quadrinhos, decide investigar seus passos e contrata um detetive particular. Depois do escândalo de O bandido da luz vermelha, Rogério Sganzerla volta a desconcertar crítica e público com esta anárquica comédia pornográfica. Tomando como referência a chanchada, Helena Ignez realiza em A mulher de todos um trabalho de interpretação sem precedentes na história do cinema brasileiro. Uma nova cópia 35mm do filme, com as viragens originais, foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qua 21 17h00 | sáb 24 15h00 | dom 25 17h00
de Flaminio Bollini Cerri
São Paulo, 1954, 35mm, pb,
Miro Cerni, Cleide Yáconis, Silvia Fernanda, Renato Consorte
Acostumado a regalias e luxo, rapaz tenta encontrar um modo fácil de ganhar fortuna. Com a ajuda de uma quadrilha, planeja um assalto a uma grã-fina. Policial produzido pela Vera Cruz já em sua fase crepuscular. Nascido em Milão, Flaminio Bollini Cerri foi assistente de direção de Luchino Visconti. Veio a São Paulo ainda muito jovem para trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia, onde assumiu o posto de encenador. No TBC, dirigiu espetáculos fundamentais para a cena teatral paulista, como Ralé, de Maximo Gorki. Além disso, foi também responsável pela primeira encenação profissional de Bertolt Brecht no Brasil, com a montagem de A alma boa de Set-Suan pelo Teatro Maria Della Costa. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qui 22 15h00 | sex 23 19h30
de Carlos Manga
Rio de Janeiro, 1954, 35mm, pb,
Oscarito, Fada Santoro, Cyll Farney, Eliana
Através de uma máquina do tempo, barbeiro é transportado para outra época – vai parar no Reino de Gaza, anos antes de Cristo. Valendo-se de uma peruca mágica, que lhe dá poderes descomunais, torna-se um temido ditador. A partir daí, tem de lidar com as manobras de poder dos políticos locais que procuram, por meio da sedutora Dalila, arrancar-lhe as forças. Paródia do drama bíblico de Cecil B. DeMille, Nem Sansão nem Dalila é uma comédia debochada, repleta de ironia e sátira ao governo Vargas. Contém uma das cenas mais antológicas de toda a história do cinema brasileiro – Oscarito imitando os trejeitos do então presidente. Fato curioso é que o épico de DeMille foi também alvo de outra paródia nos anos 50, Lo que le Pasó a Sanson, do mexicano Gilberto Martinez Solares.
ccbb sp – qua 28 15h00 | sex 30 17h00
NINFAS DIABÓLICAS
de John Doo
São Paulo, 1978, 35mm, cor,
Sérgio Hingst, Aldine Müller, Patrícia Scalvi, Ewerton de Castro
Pai de família respeitável é assediado por duas jovens estudantes quando segue em viagem de negócios para o litoral. Depois de pedir carona, elas o seduzem e o levam até uma praia deserta onde, inesperadamente, fatos estranhos e perturbadores começam a acontecer. Bruxaria, suspense, demonismo, horror e fortes doses de erotismo marcam a estreia de John Doo na direção de cinema. O sucesso de bilheteria de Ninfas diabólicas impulsionou a carreira do cineasta na Boca, estimulando-o a escrever novos roteiros com temas fantásticos. O filme conta com fotografia de Ozualdo Candeias e música original do maestro tropicalista Rogério Duprat. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – sáb 01 15h00 | dom 02 17h00
O PAGADOR DE PROMESSAS
de Anselmo Duarte
São Paulo, 1962, 35mm, pb,
Leonardo Villar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Geraldo d'el Rey
Camponês tenta cumprir promessa feita num terreiro de candomblé – carregar uma cruz, de sua cidade até Salvador, e colocá-la na Igreja de Santa Bárbara, em troca da cura de seu burro. Chegando à igreja, no entanto, o pobre se depara com a resistência de um padre, que o acusa de blasfêmia. Um dos filmes mais premiados da história do cinema brasileiro, ganhou em
ccbb sp – qua 12 17h00 | sex 14 19h30 | dom 16 15h00
PERFUME DE GARDÊNIA
de Guilherme de Almeida Prado
São Paulo, 1992, 35mm, cor,
Christiane Torloni, José Mayer, Walter Queiroz, Cláudio Marzo
Dona de casa é convidada a fazer uma ponta num filme que está sendo rodado em seu bairro. Fascinada com o espetáculo do cinema, e querendo largar a condição servil de esposa, ela abandona a família para se tornar uma verdadeira estrela da Boca do Lixo. Sua decisão, no entanto, vai lhe custar a diabólica vingança do marido. Perfume de gardênia foi rodado num momento crítico para o cinema brasileiro – logo após o desmanche do mercado pelo governo Collor. Com o fim da experiência industrial da Boca, e das pornochanchadas, Guilherme de Almeida Prado tocava num assunto tabu para realizadores e produtores brasileiros – a possibilidade de uma nova dramaturgia popular, baseada agora na leitura original das telenovelas e do teatro de Nelson Rodrigues, Plínio Marcos e Jorge Andrade.
ccbb sp – qua 05 15h00 | sex 07 17h00
cinemateca – qui 22 19h30
PREÇO DE UM DESEJO
de Aloisio T. de Carvalho
Rio de Janeiro, 1952, 35mm, pb,
Angela Fernandes, Carlos Cotrim, Nélia Paula, Ambrósio Fregolente
Melodrama criminal sobre uma jovem que cai nas garras da prostituição depois de ser expulsa de casa. Estreia de Aloisio T. de Carvalho na direção, recebeu elogios do então exigente crítico da revista ilustrada O Cruzeiro, Pedro Lima, primeiro jornalista a se dedicar a uma reflexão ordenada sobre as dificuldades econômicas e técnicas do cinema brasileiro. Além de Preço de um desejo, Aloisio T. de Carvalho dirigiu comédias de sucesso, como Maluco por mulher (1957) e O batedor de carteiras (1958), que lançaram ao estrelato o comediante Zé Trindade. Uma nova cópia 35mm do filme foi confeccionada para a mostra.
ccbb sp – qui 13 17h00 | sáb 15 19h30
cinemateca – qui 29 20h30 | dom 02 18h30
O SACI
de Rodolfo Nanni
São Paulo, 1953, 35mm, pb,
Paulo Matozinho, Lívio Nanni, Aristéia Paula Souza, Olga Maria
Adaptação da obra de Monteiro Lobato para as telas, narra as aventuras de Pedrinho, Emília e Narizinho, personagens do clássico Sítio do Picapau amarelo, às voltas com as criaturas fantásticas da mata. Para resolver os mistérios que assombram o sítio, os inseperáveis amigos embrenham-se na floresta à procura do Saci. Uma das primeiras e mais bem-sucedidas produções brasileiras voltadas para o público infantil, O Saci contou com elenco de atores iniciantes e com profissionais em início de carreira, como Nelson Pereira dos Santos, assistente de direção do filme. Artista singular na história do cinema brasileiro, Rodolfo Nanni percorreu o difícil caminho da produção independente em busca de formas para expressar seu talento artístico.
ccbb sp – dom 09 15h00
cinemateca –sex 23 20h30 | dom 25 16h30
TERRA EM TRANSE
de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1967, 35mm, pb,
Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Glauce Rocha
Em Eldorado, país imaginário dos trópicos, um poeta agoniza em meio às diferentes forças políticas que disputam o poder. Uma das mais contundentes respostas artísticas ao golpe militar de 1964, Terra em transe é uma vigorosa e visionária alegoria política sobre o Brasil e a América Latina dos anos 60. Obra-prima de Glauber Rocha, responsável pela consagração internacional do cineasta, inaugurou um debate sobre o populismo no país e foi o ponto de partida para o Tropicalismo.
ccbb sp – dom 02 15h00
VIAGEM AO FIM DO MUNDO
de Fernando Cony Campos
Rio de Janeiro, 1968, 35mm, pb,
Karin Rodrigues, Silvio Porchat, Anik Malvil, Jofre Soares
Imagens de arquivo, canções tropicalistas, ícones do consumo, cenas de guerra, fome e romarias religiosas, Machado de Assis, contracultura, narração fragmentada e anarquia de linguagem fazem de Viagem ao fim do mundo uma obra de invenção, um legítimo representante da vanguarda cinematográfica brasileira dos anos 60. Diversas personagens embarcam num avião – um rapaz que lê as Memórias póstumas de Brás Cubas, uma garota propaganda, freiras, um sertanejo com alucinações eróticas, o dirigente de um time de futebol etc – para uma inusitada viagem. Seus sonhos, delírios e reflexões formam o enredo do filme.
ccbb sp – qua 12 19h30 | sex 14 15h00 | dom 16 17h00
cinemateca – qua 28 20h30 | sáb 01 18h30
ENCONTROS
ALEX PRADO é responsável por uma das mais ousadas filmografias da chamada Boca do Lixo. Dirigiu westerns, aventuras, dramas, policiais, thrillers eróticos e filmes pornográficos. Já com sua primeira produção, Gregório 38, alcançou sucesso nos cinemas da capital e do interior. Sua filmografia inclui, dentre outros, Experiências sexuais de um cavalo (1985), Sexo erótico na Ilha do Gavião (1986) e Perseguidores insaciáveis (1988). No final dos anos 80, com a desestruturação completa da Boca do Lixo, continuou a produzir filmes de maneira independente,
ALOISIO T. DE CARVALHO começou a trabalhar com cinema na década de 1940, nos laboratórios da Tupi Filmes, produtora especializada em cinejornais, experiência profissional que lhe permitiu conhecer diversos aspectos da produção cinematográfica. Tempos depois, já no Rio de Janeiro, trabalha como assistente de produção e direção do inacabado Jangada, de Raul Roulien, e firma parceria com o fotógrafo e produtor George Dusek, tornando-se roteirista de seu filme Noivas do mal. Logo após a estreia na direção com Preço de um desejo (1952), é contratado pelo produtor e compositor Ronaldo Lupo para dirigir as comédias Genival é de morte (1956), Tem boi na linha! (1957) e Hoje o galo sou eu (1957), protagonizadas pelo artista. Dirige Maluco por mulher, que lança ao estrelato o comediante Zé Trindade. Nos anos 60, produz e dirige Capital do samba, documentário sobre a noite carioca, e Senhor dos navegantes (1962-1964), drama de conteúdo social, filmado em cores na capital baiana.
CARLOS REICHENBACH veio morar
CLERY CUNHA mudou-se para São Paulo logo após cumprir os estudos secundários. Aficcionado por quadrinhos, seu gosto pelo cinema nasceu ainda na infância, quando assistia a seriados policiais, faroestes e filmes de aventura. Dirigiu seu primeiro filme, o policial Os desclassificados, em 1972. Um ano depois, lança A pequena órfã, melodrama baseado em telenovela produzida pela TV Excelsior. Entre os filmes que dirigiu, destacam-se Joelma 23º andar (1980), marco da indústria cinematográfica paulista, drama sobre o trágico incêndio que assombrou a capital paulista, e O Rei da Boca (1982), clássico da filmografia do diretor, sobre a ascensão e queda de um gigolô. Atualmente, Clery Cunha trabalha no roteiro do filme policial Tiradentes City, Zona Leste SP, com argumento do jornalista Marcelo Coelho.
HELENA IGNEZ é uma das principais atrizes do cinema moderno brasileiro. Estreia no cinema em 1959 com Pátio, de Glauber Rocha. Em 1962, atua no policial Assalto ao trem pagador, de Roberto Farias. Durante a ebulição cultural dos anos 60, estrela O padre e a moça, de Joaquim Pedro de Andrade, Cara a cara, de Júlio Bressane, O bandido da luz vermelha, e A mulher de todos, ambos de Rogério Sganzerla. Ao lado de Sganzerla e Bressane, funda em
PATRÍCIA SCALVI iniciou sua carreira como atriz na Boca do Lixo, em filme produzido por Antônio Polo Galante. Atuou em inúmeras comédias eróticas, chegando a trabalhar, durante a década de 70 e início dos anos 80, com os principais nomes do cinema da Boca – Jean Garret, Fauzi Mansur, Ody Fraga, John Doo, Cláudio Cunha, Antônio Meliande, José Miziara, Luiz Castillini, Alfredo Sternheim, entre outros. Atriz versátil, de grande talento dramático, atuou também em filmes de Walter Hugo Khouri, e em Amor, palavra prostituta (1981), de Carlos Reichenbach. Patrícia Scalvi tem também reconhecida carreira como dubladora.
MAX DE CASTRO é guitarrista, compositor e cantor. Lançou seu primeiro disco, Samba raro, em 2000, pelo qual recebeu o prêmio APCA –Associação Paulista de Críticos de Arte. WILSON SIMONINHA é músico, produtor e cantor. Trabalhou com artistas consagrados como Jorge Ben Jor e Jair Rodrigues e como produtor dos festivais Hollywood Rock e Free Jazz. Lançou seu primeiro álbum, Volume 2, também em 2000. Wilson Simoninha e Max de Castro são filhos do cantor Wilson Simonal.
RODOLFO NANNI diretor, roterista e produtor, inaugurou o cinema infantil no Brasil ao dirigir, em 1953, O saci, ficção inspirada na obra de Monteiro Lobato. Morou em Paris no final dos anos 1940, onde estudou pintura e cursou cinema no famoso Idhec. De volta ao Brasil, funda com Ruy Santos (1916-1989) uma produtora de documentários. Como diretor, assinou ainda o drama Cordélia, Cordélia... (1971), que conta com memorável desempenho da atriz Lilian Lemmertz, e o documentário, filmado no nordeste, O drama das secas (1958) – assunto e cenário que seriam retomados por ele em 2008, no filme O retorno.
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