ínicio

Programação

 

VERÃO DE CLÁSSICOS

13 de janeiro a 28 de fevereiro de 2010

 

Ao longo de todo o mês de fevereiro, segue em cartaz na Cinemateca Brasileira a mostra VERÃO DE CLÁSSICOS, que aproveita o período de férias escolares e universitárias para exibir em película uma seleção extremamente diversificada de filmes cultuados, raridades e clássicos do cinema. Nesta segunda etapa da mostra, o destaque vai para o imortal Charles Chaplin, de quem será exibido o longa-metragem O circo, além de dois de seus curtas mais importantes: A classe ociosa e O vagabundo, filme que apresentou ao mundo seu imortal personagem Carlitos. O mestre francês Eric Rohmer, falecido no dia 11 de janeiro último, também marca presença com a exibição – exatamente um mês depois de sua morte – de um de seus filmes mais cultuados: Amor à tarde, realizado no início dos anos 1970, quando a onda da Nouvele Vague – da qual Rohmer foi um dos expoentes – já tinha passado há muito tempo. O movimento também é retomado no título de um filme dos anos 1980 do mais ilustre colega de Rohmer: Nouvelle Vague, de Jean-Luc Godard. Mas na seleção há filmes para todos os perfis de cinéfilos – há espaço até mesmo para um “clássico” do cinema erótico, com cenas de sexo explícito: Atrás da porta verde. O cinema fantástico pode ser visto em seus primórdios, no clássico precursor O vampiro, ou num dos mais famosos “filmes B” de ficção-científica dos anos 1950, Vampiros de almas. Os fãs do cinema britânico da década de 1980, por sua vez, ficarão felizes de (re)encontrar alguns cult movies de diretores prestigiados: Minha adorável lavanderia, primeiro sucesso de Stephen Frears (cujo novo filme, Chéri, está em cartaz nos cinemas comerciais), Zoo – Um z e dois zeros, de Peter Greenaway, e Riff-raff, de Ken Loach, mesmo diretor de À procura de Eric – filme que frequentou os cinemas brasileiros no final de 2009 e agora está disponível em DVD. Já os cinéfilos mais tradicionalistas poderão aproveitar a chance de conferir em película clássicos indiscutíveis como A grande ilusão, de Jean Renoir, Crepúsculo dos deuses, de Billy Wilder, e A bela e a fera, de Jean Cocteau. Em pleno carnaval, também poderão rever a pequena notável Carmen Miranda numa de suas mais conhecidas produções norte-americanas, ao lado do impagável Groucho Marx em Copacabana – que será exibido em cópia dublada em português e precedida por um belíssimo curta-metragem de animação dos estúdios Disney: Toot Whistle Plunk and Bloom, vencedor do Oscar da categoria. Outro curta de animação que merece destaque é Homo Sapiens, de Ion Popescu-Gopo, uma espécie de anti-Disney, muito popular em sua Romênia natal – país cuja cinematografia vem ganhando notoriedade em festivais de todo o mundo nos últimos anos. No quesito raridades, vale destacar ainda a inclusão de um drama policial francês, A piscina, com Alain Delon (que comparece duplamente este mês, estrelando também Nouvelle Vague) Romy Schneider e Jane Birkin, de uma aventura japonesa com samurais e ninjas, A volta dos violentos, e de dois longas-metragens italianos praticamente desconhecidos do grande público: o terror psicológico O demônio e a comédia Telefonistas do barulho. A maior parte dos filmes que compõem a programação foi “garimpada” no acervo de obras estrangeiras da própria Cinemateca e, por essa razão, muitos filmes serão exibidos em cópias que carregam as marcas da ação do tempo, enquanto outros serão projetados com legendas ou intertítulos em inglês ou francês (e não em português) ou em formato diferente do original (há filmes finalizados em 35mm que serão projetados em cópias 16mm). Nada disso, no entanto, diminui o encanto de fruir estas obras numa sala de cinema e entrar em contato direto com esta arte em seus mais diversos aspectos históricos e estéticos.

 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

 

02.02 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA PETROBRAS

 

19h00

A CLASSE OCIOSA | VAMPIROS DE ALMAS

 

21h00

O VAMPIRO

 

 

03.02 | QUARTA

 

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

RIFF-RAFF

 

21h00

TOOT WHISTLE PLUNK AND BOOM | COPACABANA

 

 

04.02 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

CREPÚSCULO DOS DEUSES

 

21h00

HOMO SAPIENS | O CIRCO

 

 

05.02 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

O VAMPIRO

 

20h30

A CLASSE OCIOSA | VAMPIROS DE ALMAS

 

 

06.02 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

HOMO SAPIENS | O CIRCO

 

19h00

RIFF-RAFF

 

21h00

A BAÍA DOS ANJOS

 

 

07.02 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

17h00

A BELA E A FERA

 

19h00

O DINHEIRO

 

21h00

CREPÚSCULO DOS DEUSES

 

 

09.02 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

A BAÍA DOS ANJOS

 

21h00

O DINHEIRO

 

 

10.02 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

A PISCINA

 

21h30

ATRÁS DA PORTA VERDE

 

 

11.02 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

AMOR À TARDE

 

21h00

A BELA E A FERA

 

 

12.02 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

18h00

A BAÍA DOS ANJOS

 

SALA CINEMATECA PETROBRAS

 

19h00

O DINHEIRO

 

21h00

A VOLTA DOS VIOLENTOS

 

 

13.02 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

TOOT WHISTLE PLUNK AND BOOM | COPACABANA

 

19h00

A BELA E A FERA

 

21h00

RIFF-RAFF

 

 

14.02 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

15h00

CREPÚSCULO DOS DEUSES

 

17h00

HOMO SAPIENS | O CIRCO

 

19h00

A PISCINA

 

21h30

ATRÁS DA PORTA VERDE

 

 

16.02 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

O VAGABUNDO | UM CHAPÉU DE PALHA DA ITÁLIA

 

19h00

TOOT WHISTLE PLUNK AND BOOM | COPACABANA

 

21h00

AMOR À TARDE

 

 

17.02 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

NOUVELLE VAGUE

 

21h00

ANASTÁCIA – A ÚLTIMA FILHA DO CZAR

 

 

18.02 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

AMOR À TARDE

 

21h00

O VAGABUNDO | UM CHAPÉU DE PALHA DA ITÁLIA

 

 

19.02 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

MINHA ADORÁVEL LAVANDERIA

 

21h00

NOUVELLE VAGUE

 

 

20.02 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

A GRANDE ILUSÃO

 

19h00

TELEFONISTAS DO BARULHO

 

21h00

ZOO – UM Z E DOIS ZEROS

 

 

21.02 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

15h00

ANASTÁCIA – A ÚLTIMA FILHA DO CZAR

 

17h00

A CLASSE OCIOSA | VAMPIROS DE ALMAS

 

19h00

A VOLTA DOS VIOLENTOS

 

21h00

O DEMÔNIO

 

 

23.02 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

ANASTÁCIA – A ÚLTIMA FILHA DO CZAR

 

21h00

A GRANDE ILUSÃO

 

 

24.02 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

MINHA ADORÁVEL LAVANDERIA

 

21h00

O PASSAGEIRO: PROFISSÃO REPÓRTER

 

 

25.02 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

17h30

ZOO – UM Z E DOIS ZEROS

 

SALA CINEMATECA PETROBRAS

 

19h00

A GRANDE ILUSÃO

 

21h00

ATRÁS DA PORTA VERDE

 

 

26.02 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

18h30

O PASSAGEIRO: PROFISSÃO REPÓRTER

 

21h00

TELEFONISTAS DO BARULHO

 

 

27.02 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

NOUVELLE VAGUE

 

19h00

O DEMÔNIO

 

21h00

MINHA ADORÁVEL LAVANDERIA

 

 

28.02 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

14h00

O PASSAGEIRO: PROFISSÃO REPÓRTER

 

16h30

O VAGABUNDO | UM CHAPÉU DE PALHA DA ITÁLIA

 

18h30

ZOO – UM Z E DOIS ZEROS

 

21h00

A PISCINA

 

 

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

 

Amor à tarde (L'amour l'après-midi), de Eric Rohmer

França, 1972, 35mm, cor, 97’ | Legendas em português

Bernard Verley, Zouzou, Francoise Verley, Daniel Ceccaldi, Malvina Penne, Babette Ferrier

Os dilemas de um burguês parisiense feliz no casamento que, apesar disso, passa as tardes a desejar outras mulheres, ainda que sem qualquer intenção de passar do pensamento para a ação. A situação muda quando ele conhece a jovem Chloe, que o seduz e o leva a questionar sua posição. Um dos mais aclamados filmes do diretor francês Eric Rohmer, expoente da Nouvelle Vague, falecido no último dia 11 de janeiro.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 11 19h00 | ter 16 21h00 | qui 18 19h00

 

Anastácia – A última filha do czar (Anastasia – Die letzte Zarentochter), de Falk Harnack

Alemanha Ocidental, 1956, 35mm, pb, 107’ | Legendas em português

Lilli Palmer, Ivan Desny, Ellen Schwiers, Susanne von Almassy, Käthe Braun, Eva Bubat, Berta Drews

Anna Anderson, uma misteriosa imigrante, é escolhida por dois vigaristas ex-integrantes da corte russa para assumir o papel da princesa Anastácia, desaparecida depois da tomada do poder pelos revolucionários bolcheviques, de modo que eles possam pleitear uma fortuna de dez milhões de libras. Mas teria de fato a verdadeira princesa morrido nas mãos dos rebeldes ou estaria mesmo viva? Versão alemã da famosa história, baseada em fatos reais, levada às telas por Hollywood naquele mesmo ano, com Ingrid Bergman no papel principal do filme lançado no Brasil como Anastácia, a princesa esquecida.

Classificação indicativa: 14 anos

qua 17 21h00 | dom 21 15h00 | ter 23 19h00

 

Atrás da porta verde (Behind the green door), de Artie Mitchell e Jim Mitchell

EUA, 1972, 35mm, cor, 72’ | Legendas em português

Marilyn Chambers, George S. MacDonald, Johnny Keyes, Lisa Grant, Yank Levine, Dana Fuller, Ben Davidson

Jovem tímida é seqüestrada e levada a um estranho “club privé” onde se submete a todo tipo de práticas sexuais. ‘Cult movie’ de sexo explícito que é considerado um dos mais bem-sucedidos e cultuados do genêro, além de ter sido o primeiro a levar em conta a audiência feminina. Foi produzido num momento – o início dos anos 1970 – em que o cinema pornográfico buscava uma estética mais apurada, dando origem a obras que tentavam combinar erotismo e sofisticação, como Garganta profunda e O diabo na senhora Jones. Dentre todos estes, Atrás da porta verde é comumente apontado como o ‘mais artístico’ e chegou a influenciar diretores fora do gênero, como o mestre Stanley Kubrick – que teria buscado neste filme algumas referências para cenas de sua derradeira obra-prima, De olhos bem fechados.

Classificação indicativa: 18 anos

qua 10 21h30 | dom 14 21h30 | qui 25 21h00

 

A baía dos anjos (La baie des anges), de Jacques Demy

França, 1963, 35mm, pb, 90’ | Legendas em português

Jeanne Moreau, Claude Mann, Paul Guers, Henri Nassiet, André Certes

Bancário de meia-idade se apaixona por mulher viciada em apostas e resolve se aventurar no mundo dos cassinos de Nice. Drama romântico de fundo psicológico, em que o mecanismo da paixão é associado ao frenesi dos jogos de azar, insinuando que o amor é um vício como qualquer outro. Segundo longa-metragem dirigido por Jacques Demy, que seria consagrado em todo o mundo a partir de seu filme seguinte, Os guarda-chuvas do amor.

Classificação indicativa: 14 anos

sáb 06 21h00 | ter 09 19h00 | sex 12 18h00

 

A bela e a fera (La belle et la bête), de Jean Cocteau

França/Luxemburgo, 1946, 35mm, pb, 96’ | Legendas em português

Jean Marais, Michel Auclair, Mila Parély, Marcel André, Nane Germon, Josette Day, Raoul Marco

Perdido na floresta, um comerciante encontra um castelo e apanha uma rosa para presentear sua filha Bela, quando é surpreendido pelo dono da propriedade, um monstro meio humano, meio fera, que o condena à morte, da qual só pode escapar se uma de suas filhas tomar seu lugar no cativeiro. Bela se sacrifica pelo pai e é aprisionada no castelo, mas descobre aos poucos o lado humano por trás da aparência bestial de seu captor. Versão cinematográfica da famosa e trágica história de amor entre a bela e a fera, só superada em popularidade nos anos 1990, quando foi convertida em desenho animado pelos estúdios Disney. Clássico absoluto do cinema fantástico, é ainda hoje um dos mais perfeitos exemplos de transposição de elementos surreais e oníricos para o cinema e a mais aclamada das incursões cinematográficas do poeta, pintor e escritor Jean Cocteau.

Classificação indicativa: Livre

dom 07 17h00 | qui 11 21h00 | sáb 13 19h00

 

Um chapéu de palha da Itália (Un chapeau de paille d'Italie), de René Clair

França/Alemanha, 1927, 35mm, pb, 60’ | Exibição em 16mm | Silencioso | Intertítulos em inglês

Albert Préjean, Geymond Vital, Olga Tschechowa, Paul Ollivier, Alex Allin, Jim Gérald

A caminho de seu casamento, um homem se vê numa situação inusitada quando seu cavalo mastiga e come o caro e raro chapéu de uma jovem pedestre. Para resolver o problema, o homem se sente obrigado a achar um chapéu idêntico para substituir o perdido e, com isso, acaba se embrenhando numa interminável sucessão de mal-entendidos, que podem comprometer o seu matrimônio iminente. Baseado em peça teatral de Eugène Labiche e Marc Michel e explorando com maestria a combinação entre anedota popular e ironia intelectual que foi uma constante na obra de René Clair, o filme é um dos mais admirados e divertidos da fase silenciosa do diretor, um dos grandes nomes da comédia no cinema em todos os tempos.

Classificação indicativa: Livre

ter 16 16h00 | qui 18 21h00 | dom 28 16h30

 

O circo (The circus), de Charles Chaplin

EUA, 1928, 35mm, pb, 71’ | Exibição em 16mm | Silencioso | Intertítulos em inglês

Charles Chaplin, Allan Garcia, Merna Kennedy, Harry Crocker, George Davis, Henry Bergman

Carlitos, o irresistível vagabundo vivido por Charles Chaplin em dezenas de filmes, é confundido com um ladrão, foge da polícia e vai parar num circo dirigido por um homem cruel, onde encontra trabalho e se apaixona pela enteada do patrão. Um dos longas-metragens clássicos de sua carreira como ator e diretor, o filme deu a Chaplin um Oscar honorário por sua contribuição à arte.

Classificação indicativa: Livre

qui 04 21h00 | sáb 06 16h00 | dom 14 17h00

 

A classe ociosa (The idle class), de Charles Chaplin

EUA, 1921, 35mm, pb, 29’ | Exibição em 16mm | Silencioso | Intertítulos em francês

Charles Chaplin, Edna Purviance, Mack Swain, Henry Bergman, John Rand, Rex Storey, Lita Grey

Chaplin representa dois personagens conduzindo um delicioso caso de confusão de identidades. Num campo de golfe frequentado pela classe alta, ele aparece como o rico bêbado que despreza sua apaixonada esposa; e ao mesmo tempo surge como o Vagabundo que entra de penetra na roda dos grã-finos e fantasia uma vida maravilhosa com a moça rejeitada – até que é confundido com seu sósia milionário. Também conhecido no Brasil como Os ociosos.

Classificação indicativa: Livre

ter 02 19h00 | sex 05 20h30 | dom 21 17h00

 

Copacabana, de Alfred E. Green

EUA, 1947, 35mm, pb, 92’ | Exibição em 16mm | Dublado em português

Carmen Miranda, Groucho Marx, Andy Russell, Steve Cochran, Gloria Jean, Louis Sobol,

Empresário espertalhão tenta enganar o dono de um clube em Nova York fazendo a única artista que ele agencia passar-se por duas cantoras diferentes, uma brasileira e outra francesa, de modo a faturar duas comissões e saldar suas dívidas com o dono do hotel onde se hospedam, que ameaça despejá-los. Comédia musical que exemplifica perfeitamente o tipo de filme que a Pequena Notável Carmen Miranda era convidada a estrelar nos Estados Unidos, amparada aqui pela ótima atuação do eterno anarquista Groucho Marx, num raro papel em que não contou com seus “irmãos” como coadjuvantes. O filme ainda conta com aparições do conjunto musical brasileiro Os Cariocas e de personalidades reais como Abel Green, editor da Variety, e os colunistas Louis Sobol e Earl Wilson, todos interpretando a si mesmos.

Classificação indicativa: Livre

qua 03 21h00 | sáb 13 16h00 | ter 16 19h00

 

Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder

EUA, 1950, 35mm, pb, 110’ | Legendas em português

William Holden, Gloria Swanson, Erich Von Stroheim, Nancy Olson, Cecil B. De Mille, Buster Keaton

Uma atriz em decadência, ex-diva dos tempos do cinema silencioso, contrata um roteirista desconhecido para morar em sua casa e escrever o roteiro de uim filme especialmente para ela, que sonha assim reconquistar a fama e o prestígio. A relação entre os dois, complicada ainda mais pela presença constante do fiel mordomo (e ex-marido) dela, torna-se cada vez mais obsessiva e perturbadora. Com duas seqüências absolutamente antológicas (o início, com o cadáver do narrador da história boiando na piscina, e o final, a famosa cena da escadaria), o filme é um dos maiores clássicos da Era de Ouro de Hollywood e conquistou três Oscar: Direção de Arte, Trilha Sonora e Roteiro.

Classificação indicativa: Livre

qui 04 19h00 | dom 07 21h00 | dom 14 15h00

 

O demônio (Il demonio), de Brunello Rondi

Itália/França, 1963, 35mm, pb, 93’ | Legendas em português

Daliah Lavi, Frank Wolff, Anna María Aveta, Tiziana Casetti, Dario Dolci, Franca Mazzoni, María Teresa Orsini

Num pequeno vilarejo rural italiano, uma jovem de modos rebeldes é acusada de possessão demoníaca e passa a enfrentar a fúria dos seus concidadãos. Terror psicológico praticamente desconhecido do grande público, o filme é uma espécie de precursor de O exorcista, antecipando, inclusive, o famoso andar de estilo aracnídeo da personagem endemoniada. Intérprete da protagonista, a atriz Daliah Lavi ficaria famosa por outro clássico do gênero, O chicote e o corpo, do Mario Bava.

Classificação indicativa: 16 anos

dom 21 21h00 | sáb 27 19h00

 

O dinheiro (L’argent), de Robert Bresson

França/Suíça, 1983, 35mm, cor, 85’ | Legendas em português

Christian Patey, Sylvie van den Elsen, Michel Briguet, Caroline Lang, Vincent Risterucci, Beatrice Tabourin

Um jovem rapaz encontra uma nota falsa de 500 francos e decide usá-la, dando início a uma seqüência de reviravoltas surpreendentes que terão um desfecho trágico. Com o rigor formal que é característico de sua obra, Robert Bresson, grande expoente do realismo no cinema, apresenta aqui um fascinante drama moral sobre a reificação das relações humanas no mundo contemporâneo. Inspirado num conto do escritor russo Liev Tolstói, este foi o último filme de Bresson, pelo qual recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Cinema de Cannes.

Classificação indicativa: 14 anos

dom 07 19h00 | ter 09 21h00 | sex 12 19h00

 

A grande ilusão (La grande illusion), de Jean Renoir

França, 1937, 35mm, pb, 107’ | Legendas em português

Jean Gabin, Dita Parlo, Erich Von Stroheim, Pierre Fresnay, Julien Carette, Georges Péclet, Jean Dasté

Durante a I Guerra Mundial, três oficiais do exército francês estão num avião que cai em território inimigo. Presos, são levados para uma prisão de segurança máxima dirigida por um comandante alemão impiedoso. Um dos maiores clássicos do cinema francês, o filme é também considerado um dos mais poderosos libelos anti-belicistas de todos os tempos. Por conta deste filme, Renoir foi banido da Alemanha e declarado por Josef Goebbels "Inimigo número 1 cinematográfico". Depois da ascensão do nazismo, o autor chegou a acreditar que seu filme tivesse se perdido e que todas as cópias européias dele estivessem destruídas. Contudo, um negativo completo foi descoberto em Munique em 1945, a partir do qual foram produzidas as cópias que puseram o filme novamente em circulação, depois da II Guerra.

Classificação indicativa: 14 anos

sáb 20 16h00 | ter 23 21h00 | qui 25 19h00

 

Homo Sapiens, de Ion Popescu-Gopo

Romênia, 1960, 35mm, cor, 10’ | Legendas em português

Curta-metragem de animação que apresenta uma visão delirante e original da evolução da espécie humana. Dirigido por Ion Popescu-Gopo, pioneiro da animação na Romênia e mais importante animador daquele país, além de artista plástico, escritor e ator, o filme é um dos mais importantes de sua carreira e exemplifica perfeitamente sua proposta de criar um estilo de animação anti-Disney, em que a suntuosidade visual e o perfeccionismo técnico eram substituídos por traços simples a serviço de histórias com mensagens profundas.

Classificação indicativa: Livre

qui 04 21h00 | sáb 06 16h00 | dom 14 17h00

 

Minha adorável lavanderia (My beautiful laundrette), de Stephen Frears

Inglaterra, 1985, 35mm, cor, 97’ | Legendas em português

Daniel Day-Lewis, Gordon Warnecke, Saeed Jaffrey, Roshan Seth, Derrick Branche, Rita Wolf

O cotidiano de um imigrante paquistanês homossexual em Londres, cercado de discriminação e preconceito. Junto com um amigo inglês, ele assume a administração da lavanderia falida de seu tio, até que ambos se apaixonam e iniciam um tumultuado relacionamento. Marco no cinema inglês oitentista, este longa-metragem dirigido pelo premiado Stephen Frears (de Ligações perigosas, Os imorais e A rainha) revelou o talento de Daniel Day-Lewis, que futuramente venceria dois Oscars de Melhor Ator (por Meu pé esquerdo e Sangue negro). O roteiro de Hanif Kureishi, baseado num romance de sua autoria, foi indicado ao Oscar.

Classificação indicativa: 18 anos

sex 19 19h00 | qua 24 19h00 | sáb 27 21h00

 

Nouvelle Vague, de Jean-Luc Godard

França/Suíça, 1990, 35mm, cor, 89’ | Legendas em português

Alain Delon, Domiziana Giordano, Jacques Dacqmine, Christophe Odent, Laurence Côte, Véronique Müller

Num primeiro tempo da narrativa, batizado de “Antigo Testamento”, um homem é salvo da queda por uma mulher. Num segundo momento, o “Novo Testamento”, a mesma mulher é salva da queda por outro homem. Tudo isso, no entanto, é apenas pretexto para um filme anti-narrativo, típico de Godard, composto de belíssimas imagens, cenas desconexas e diversas citações da filosofia e da literatura que buscam criar uma reflexão em torno do tema da religiosidade – que já ocupara o diretor anteriormente no polêmico Je vous salue, Marie.

Classificação indicativa: 14 anos

qua 17 19h00 | sex 19 21h00 | sáb 27 16h00

 

O passageiro: Profissão repórter (Professione: reporter), de Michelangelo Antonioni

Itália/Espanha/França, 1975, 35mm, cor, 126’ | Legendas em português

Jack Nicholson, Maria Schneider, Steven Berkoff, Ian Hendry, Jenny Runacre, James Campbell

Hospedado num hotel no meio do destero, jornalista desencantado e entediado com sua vida, seu casamento e sua profissão resolve assumir a identidade de um misterioso hóspede do hotel, morto repentinamente. Utilizando a agenda do morto como guia, ele inicia uma jornada sem rumo pela Europa e África, envolve-se com perigosos contrabandistas de armas e acaba se apaixonando por uma jovem e charmosa estudante. Misto de suspense, aventura, romance e drama existencial, trata-se de um dos filmes mais aclamados e bem-sucedidos do mestre Antonioni, um estudo profundo e original sobre identidade, alienação e a ânsia do homem moderno por escapar às convenções de sua vida.

Classificação indicativa: 16 anos

qua 24 21h00 | sex 26 18h30 | dom 28 14h00

 

A piscina (La piscine), de Jacques Deray

França/Itália, 1969, 35mm, cor, 120’ | Exibição em 16mm, pb | Legendas em português

Alain Delon, Romy Schneider, Maurice Ronet, Jane Birkin, Paul Crauchet, Steve Eckhardt, Thierry Chabert

Drama psicológico com toques de suspense filmado na paradisíaca St. Tropez, sobre casal vai passar o verão na bela casa que um amigo lhes emprestou. Quando a esposa reencontra um ex-namorado e o convida a juntar-se a eles, incia-se numa crise conjugal que terminará em tragédia. Grande sucesso de bilheteria graças ao carisma de seu quarteto central de atores (incluindo Jane Birkin, musa do compositor Serge Gainsbourg, e o ex-casal Alain Delon e Romy Schneider, todos ‘sex symbols’ em sua época), o filme proporcionou a seu diretor Deray, considerado por parte da crítica uma espécie de “Hitchcok francês”, o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional do Filme, no Rio de Janeiro. Rodado em 35mm e em cores, o filme será exibido numa cópia 16mm, em preto e branco.

Classificação indicativa: 16 anos

qua 10 19h00 | dom 14 19h00 | dom 28 21h00

 

Riff-raff, de Ken Loach

Inglaterra, 1991, 35mm, cor, 95’ | Legendas em português

Robert Carlyle, Emer McCourt, Richard Belgrave, Jim R. Coleman, David Finch

Jovem escocês recém-saído da prisão muda-se para Londres e consegue emprego na construção civil, ao lado de diversos trabalhadores itinerantes, vindos de todas as partes da Inglaterra. Passa a lidar, então, com um salário miserável, condições insalubres de trabalho e a falta de um lugar onde morar. Ao encontrar uma bolsa a caminho do trabalho, ele resolve devolvê-la e inicia um relacionamento com a dona, uma jovem desesperada para fazer sucesso como cantora. Selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes em 1991, o filme reúne todas as principais características do cinema social e realista de Ken Loach: intérpretes não profissionais, uma câmera que imita o gesto do documentário e o foco em histórias que retratam as condições de vida da classe operária britânica. Do mesmo diretor de Kes, Meu nome é Joe, Ventos da liberdade e do recente À procura de Eric.

Classificação indicativa: 14 anos

qua 03 19h00 | sáb 06 19h00 | sáb 13 21h00

 

Telefonistas do barulho (Le signorine dello 04), de Gianni Franciolini

Itália, 1955, 35mm, pb, 101’ | Dublado em português

Antonella Lualdi, Giovanna Ralli, Franca Valeri, Marisa Merlini, Giulia Rubini, Sergio Raimondi, Peppino De Filippo

As dificuldades e as inúmeras peripécias amorosas na vida de cinco operadoras da companhia telefônica italiana. Uma delas trai o marido com um amante; outra é uma boa samaritana que ajuda um jovem de intenções suicidas; outra muda de namorado com rapidez impressionante, outra enfrenta as agruras de ser uma mãe solteira e, por fim, outra tenta seduzir um contador recém-viúvo. Pouco conhecida do público fora da Itália, esta comédia dramática e romântica é um excelente testemunho das mudanças no comportamento social que já estavam em curso em meados dos anos 1950 e eclodiriam na década seguinte.

Classificação indicativa: 14 anos

sáb 20 19h00 | sex 26 21h00

 

Toot Whistle Plunk and Boom, de Ward Kimball e C. August Nichols

EUA, 1953, 35mm, cor, 10’ | Exibição em 16mm | Sem diálogos

Curta-metragem de animação dos estúdios Disney que conta, de maneira original e divertida, a história da música e dos instrumentos musicais através das eras – da pré-história à música moderna. Parte da série de curtas animados do estúdio chamada Adventures in music (Aventuras na música), o filme foi o vencedor do Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação em 1954.

Classificação indicativa: Livre

qua 03 21h00 | sáb 13 16h00 | ter 16 19h00

 

O vagabundo (The vagabond), de Charles Chaplin

EUA, 1916, 35mm, pb, 24’ | Intertítulos em francês

Charles Chaplin, Edna Purviance, Ernest Van Pelt, Paddy McGuire, Lloyd Bacon, Leo White

Um desempregado de mau-caráter tenta molestar a filha de um fazendeiro, mas é impedido graças a intervenção de um vagabundo de bom coração – a quem a moça, agradecida, convida para ir a sua casa. Só que então aparece o noivo da garota, dando início a uma série de confusões. Também conhecido internacionalmente como Charlie on the farm, Charlie the hobo, Charlie the tramp ou simplesmente The tramp, este foi o curta-metragem que apresentou ao mundo a mais famosa criação de Charles Chaplin: o personagem do vagabundo sentimental, batizado de Carlitos no Brasil, que o acompanharia por décadas e fio e inúmeros filmes de curta e longa-metragem.

Classificação indicativa: Livre

ter 16 16h00 | qui 18 21h00 | dom 28 16h30

 

O vampiro (Vampyr – Der Traum des Allan Grey), de Carl Theodor Dreyer

Alemanha/França, 1932, 35mm, cor, 70’ | Legendas em francês

Julian West, Maurice Schutz, Rena Mandel, Henriette Gérard, Jan Hieronimko, Sybille Schmitz

Durante uma viagem pelo campo, o jovem Allan Grey, um estudioso obcecado com o sobrenatural, hospeda-se numa estalagem onde encontra evidências da presença de vampiros nas redondezas. Extremamente estilizado, o filme foi inteiramente rodado durante a aurora e o crepúsculo e explora poeticamente os contrastes entre luz e escuridão. O resultado é uma atmosfera onírica e expressionista, que influenciou inúmeros diretores ao longo das décadas seguintes, além do gênero de terror como um todo. Livremente inspirado no livro Camilla, de Sheridan Le Fanu, é também considerado por muitos críticos o melhor filme de vampiros já realizado. Foi também a primeira produção sonora do mestre dinamarquês Carl Theodor Dreyer, responsável por clássicos como A paixão de Joana D'Arc, A palavra e Gertrud.

Classificação indicativa: 14 anos

ter 02 21h00 | sex 05 19h00

 

Vampiros de almas (Invasion of the body snatchers), de Don Siegel

EUA, 1956, 35mm, pb, 80’ | Legendas em português

Kevin Mccarthy, Dana Wynter, Larry Gates, Carolyn Jones, King Donavan

Depois de voltar de um congresso à sua cidadezinha natal na Califórnia, médico passa a ouvir relatos perturbadores de seus pacientes sobre comportamentos estranhos de familiares e amigos. Desconfiado, ele descobre um plano de seres alienígenas para tomar o lugar dos humanos durante a noite. Clássico da ficção-científica e do “filme B”, o filme foi alçado à condição de ícone pop após gerar inúmeras imitações e três refilmagens oficiais: em 1978, por Philip Kaufman, em 1993, por Abel Ferrara (ambas versões lançadas no Brasil como Invasores de corpos), e em 2007, por Oliver Hirschbiegel (A invasão). Lançado no auge da Guerra Fria, o filme vem sendo interpretado desde então como uma alegoria da paranóia norte-americana, do medo do avanço comunista ou até mesmo da perseguição de intelectuais pelo McCarthismo. Por imposição do produtor, o filme teve um prólogo e uma conclusão incluídos contra a vontade do diretor – que tinha razão, já que ambos são desnecessários e que cortam parte do impacto, que, todavia, ainda hoje se mantém .

Classificação indicativa: 10 anos

ter 02 19h00 | sex 05 20h30 | dom 21 17h00

 

A volta dos violentos (Kage gari: Hoero taihô), de Toshio Masuda

Japão, 1972, 35mm, cor, 89’ | Legendas em português

Yûjirô Ishihara, Ryohei Uchida, Mikio Narita, Tetsurô Tanba, Junko Natsu, Yoshi Katô

Três samurais sem mestre, conhecidos como Caçadores das Sombras, são contratados para levar ao chefe do clã Mori Igamuri um poderoso canhão chamado Shikainami, acompanhados de um samurai representante do clã e da filha do armeiro que desenvolveu a peça de artilharia. A missão deles, contudo, é ameaçada pelo senhor do shogunato, que coloca em seu encalço um exército de ninjas, comandado pelo chefe do Serviço Secreto e por uma habilidosa ninja feminina. Conhecido internacionalmente como Echo of Destiny: Shadow Hunters II, o filme é uma continuação de Kage gari, lançado alguns meses antes no mesmo ano de 1972, e também conhecido como Shadow Hunters. A pretensa série de aventuras, no entanto, encerrou-se neste filme, que foi também o penúltimo trabalho de Yûjirô Ishihara, uma estrela dos filmes de ninjas e artes marciais.

Classificação indicativa: 14 anos

sex 12 21h00 | dom 21 19h00

 

Zoo – Um z e dois zeros (A zed & two noughts), de Peter Greenaway

Inglaterra/Holanda, 1985, 35mm, cor, 115’ | Legendas em português

Andréa Ferréol, Eric Deacon, Brian Deacon, Frances Barber, Joss Ackland, Jim Davidson, Agnès Brulet

Após perderem suas esposas em um acidente de carro, dois irmãos gêmeos empregados de um zoológico municipal, um fotógrafo de natureza e um especialista em comportamento animal, passam a se dedicar obsessivamente a estudos sobre a evolução das espécies utilizando animais mortos. Buscando um sentido para a vida nessas pesquisas, eles conhecem a única sobrevivente do acidente que vitimou suas mulheres e acabam se envolvendo com ela num triângulo amoroso. Uma reflexão sobre a mortalidade, a decadência e a putrefação dos corpos. Com fotografia de Sacha Vierny e música de Michael Nyman, o filme apresenta todo o apuro estético, a exuberância visual e a obsessão temática com o sexo, a morte e a escatologia que são as marcas da obra do inglês Peter Greenaway, responsável por filmes únicos como O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante, O livro de cabeceira, Afogando em números e A barriga do arquiteto, entre muitos outros.

Classificação indicativa: 16 anos

sáb 20 21h00 | qui 25 17h30 | dom 28 18h30

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