Programação
CURTA CINEMATECA
04 a 21 de agosto de 2012
Espaço de exibição permanente para o curta-metragem brasileiro, o CURTA CINEMATECA apresenta em agosto dois programas. Além de reexibir uma das sessões da programação do mês passado, dedicaodo ao cinema da Boca, ainda rende homenagem ao cineasta Carlos Reichenbach (1945-2012), falecido em junho passado, aos 67 anos. Celebrado pela qualidade de sua filmografia, Reichenbach era, mais do que um cineasta, um apaixonado por cinema e sempre presenteou os que se aproximaram dele com seus conhecimentos e experiência de vida como realizador. Na seleção, os curtas-metragens dirigidos pelo cineasta em mais de 40 anos de carreira, entre eles, sua estreia na direção com Esta rua tão Augusta. O CURTA CINEMATECA acontece sempre às terças e sábados, às 18h00.
ENTRADA FRANCA
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Não indicado para menores de 14 anos
PROGRAMAÇÃO
04.08 | SÁBADO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 MEMÓRIA DA BOCA 5
07.08 | TERÇA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 HOMENAGEM A CARLOS REICHENBACH
21.08 | TERÇA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 HOMENAGEM A CARLOS REICHENBACH
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
MEMÓRIA DA BOCA 5
sáb 04 18h00
O guru e os guris, de Jairo Ferreira
São Paulo, 1973, 35mm, pb, 11’
Documentário sobre Maurice Legeard (1922-1997), fundador do Clube de Cinema de Santos, um dos mais antigos do país. Jairo Ferreira encontra em Legeard a estratégia para falar da paixão pelo cinema e exercitar a linguagem de invenção que mobiliza sua trajetória como crítico e realizador.
Olho por olho, de Andrea Tonacci
São Paulo, 1966, 16mm, pb, 22’
Um grupo de amigos da classe média circula de carro pela cidade de São Paulo, reagindo ao sentimento de impotência e frustração que lhes invade a vida.
Documentário, de Rogério Sganzerla
São Paulo, 1966, 16mm, pb, 10’ I Exibição em Beta digital
O filme narra as andanças de dois jovens que procuram uma sessão de cinema para passar o tempo.
HOMENAGEM A CARLOS REICHENBACH
ter 07 18h00 | terça 21 18h00
Esta rua tão Augusta, de Carlos Reichenbach
São Paulo, 1966/1968, 35mm, pb, 8’
Rodado em 1966 pelo diretor e seus colegas de turma da Escola Superior de Cinema São Luiz, a convite do professor Luís Sérgio Person, só foi concluído em 1968, graças ao prêmio que ganhou no primeiro Concurso do Prêmio Estímulo do Governo de São Paulo.
Sangue corsário, de Carlos Reichenbach
São Paulo, 1979, 35mm, cor, 10’
Bancário encontra um antigo amigo, poeta e andarilho urbano, na galeria Metrópole, em São Paulo. O tempo fez os dois escolherem profissões e caminhos existenciais opostos. Uma reflexão sobre os anos da contracultura e seus reflexos no comportamento da sua geração. Um tributo ao poeta Orlando Parolini, falecido em 1991.
O M da minha mão, de Carlos Reichenbach e Jairo Ferreira
São Paulo, 1979, 35mm, cor, 7’ | Exibição em Beta analógica
Homenagem ao compositor e acordeonista Mario Gennari Filho, autor de clássicos chorinhos, valsas e baiões, como “Baião Caçula”, e “O M da Minha Mão”. Mario, cego de nascença, aparece em sua casa ao lado da família, e com seu conjunto musical em plena atividade na sua casa noturna. Reichenbach e Ferreira contrapõem a intimidade do compositor com imagens dos subúrbios operários e de parques de diversão inativos, onde suas músicas foram apreciadas.
Olhar e sensação, de Carlos Reichenbach
São Paulo, 1994, 35mm, cor, 10’
Voo livre na direção da memória, do instinto, do olhar e das sensações. Busca obsessiva de ângulos inesperados do Vale do Anhangabaú. A cidade incógnita através da pupila do animal enjaulado. Cinema aspirando à pintura e ao traço e rascunhos da relação amor-ódio entre o artista e sua cidade.
Equilíbrio e graça, de Carlos Reichenbach
São Paulo, 2002, 35mm, cor, 12’
O encontro para a cerimônia do chá verde entre o pensador católico da ordem trapista Thomas Merton e o teórico e introdutor do Zen no ocidente, T. D. Suzuki, em 1964. O filme busca detectar conceitualmente uma representação pessoal da harmonia.