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Programação

MULHERES NA DIREÇÃO

02 a 30 de março de 2010

 

Neste mês de março, em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Cinemateca Brasileira dedica sua programação a um amplo panorama do cinema feito por mulheres, exibindo obras de cineastas fundamentais de todas as gerações. A retrospectiva é oportuna não apenas por conta da proximidade desta efeméride, mas também porque a questão das mulheres cineastas está em grande evidência devido à indicação ao Oscar deste ano conquistada por Kathryn Bigelow – que é apenas a quarta mulher a ser indicada ao prêmio de Melhor Direção e a primeira a chegar à cerimônia (realizada no dia 7 de março) com reais condições de levar o prêmio. Antes dela, concorreram apenas Sofia Coppola, Jane Campion e Lina Wertmüller.

 

Até meados dos anos 1960, a presença de mulheres na direção de longas-metragens era uma raridade. E foi apenas no final dos anos 1980, com a emergência de diretoras que conseguiam aliar prestígio e sucesso comercial, particularmente nos Estados Unidos, na Alemanha, na Itália e na França, que a situação mudou e as mulheres atrás das câmeras deixaram de ser vistas apenas como uma excentricidade. A história das mulheres cineastas, no entanto, é bem mais antiga: remonta ao início do cinema, mais precisamente ao ano de 1896, quando a francesa Alice Guy-Blaché assinou uma das primeiras obras de ficção do cinema, o curta-metragem La fée aux choux. Durante as décadas seguintes, bem poucas diretoras – como Ida Lupino e Dorothy Arzner – conseguiram penetrar o rígido esquema de produção dos grandes estúdios. Mas este período foi marcado também pelo surgimento de artistas que conseguiram se afirmar pela qualidade e originalidade de seu trabalho: as alemãs Leni Riefenstahl, que revolucionou a estética do documentário, e Lotte Reiniger, pioneira da animação; as norte-americanas Maya Deren e Shirley Clarke e as francesas Germaine Dulac e Agnès Varda, todas responsáveis por obras profundamente autorais e inovadoras, que marcaram as vanguardas cinematográficas.

 

A despeito desses casos isolados, foi apenas depois das conquistas da segunda geração de feministas que a atuação de mulheres como diretoras de cinema tornou-se mais comum, permitindo que inúmeras cineastas de prestígio despontassem ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990, algumas ainda vinculadas à tradição das diretoras de perfil mais autoral (como Safi Faye, Chantal Akerman, Coline Serreau, Helma Sanders-Brahms, Lizzie Borden, Monika Treut e Sally Potter) e outras francamente comerciais (caso das norte-americanas Penelope Spheeris, Amy Heckerling, Gillian Armstrong e Penny Marshall, da alemã Caroline Link e das indianas Mira Nair, Aparna Sen, Deepa Mehta e Gurinder Chadha). Mesmo em países sem uma tradição cinematográfica tão forte e sem produção tão intensa, algumas diretoras conseguiram se afirmar, como Jocelyn Moorhouse na Austrália, Agnieszka Holland na Polônia, Kira Muratova na Romênia, Mina Shum em Hong Kong, Shaohong Li na China, Idiko Enyedi na Hungria, para citar apenas algumas. No Brasil, Ana Carolina, Tata Amaral, Tizuka Yamasaki, Lúcia Murat, Luna Alkalay e Suzana Amaral deram seqüência a uma linhagem iniciada muitas décadas antes, com Gilda de Abreu, Adélia Sampaio e Florinda Bolkan. Também se tornaram usuais os casos de atrizes que conseguiram fazer uma transição bem-sucedida para trás das câmeras, como Barbra Streisand, Nicole Garcia, Liv Ullman e Icíar Bollaín, a brasileira Carla Camurati e, mais recentemente, Sofia Coppola, Julie Delpy, Diane Keaton, Valeria Bruni-Tedeschi, Sarah Polley, Nadine Labaki e Asia Argento. Com a chegada do novo século, os anos 2000 assistiram a uma impressionante expansão no número de mulheres diretoras em atividade: Mary Harron, Kimberly Peirce, Julie Taymor, Patty Jenkins, Niki Caro, Julie Gavras, Isabel Coixet, Lucrecia Martel, Julie Bertucelli, Tamara Jenkins, as brasileiras Laís Bodanzky, Lina Chamie, Monique Gardenberg, Eliane Caffé... a lista não pára de crescer e é sintomática do espaço conquistado pelas mulheres no árduo – e profundamente machista – mercado cinematográfico.

 

A retrospectiva MULHERES NA DIREÇÃO pretende-se um apanhado geral dessa rica trajetória. A seleção de filmes, evidentemente, não esgota o assunto a não dá conta de abarcar todas as diretoras relevantes da história do cinema, mas oferece uma boa amostragem do papel das mulheres no desenvolvimento da linguagem e da técnica cinematográficas. A programação contempla desde curtas-metragens das pioneiras Maya Deren (o experimental Ensemble for somnambulists) e Lotte Reiniger (a animação The secret of the marquise), até longas da novíssima geração dos anos 2000, em que despontaram nomes como o da francesa Agnès Jaoui (de quem será exibido o seu trabalho mais recente, Enquanto o sol não vem) e os de Rebecca Miller (também com seu último filme, A vida íntima de Pippa Lee) e Miranda July (Eu, você e todos nós), ícones do cinema independente norte-americano. As diretoras de perfil mais autoral também marcam presença com a inclusão de obras de Agnès Varda (Cléo das 5 às 7), Marguerite Duras (India song) e Claire Denis (Noites sem dormir). Já a mítica Leni Riefenstahl, uma das maiores cineastas de todos os tempos e figura controversa por ter colocado seu indiscutível talento a serviço do regime nazi-fascista, é lembrada no documentário Leni Riefenstahl, a deusa imperfeita, que traça um amplo perfil de sua carreira e é o único filme da programação dirigido por um homem. De outra feita, as diretoras européias que despontaram nos anos 1970 são representadas por trabalhos da italiana Liliana Cavani (O porteiro da noite) e das alemãs Margarethe von Trotta (Irmãs ou a balança da felicidade), Jeanine Meerapfel e Helke Sander (com Malou e Personalidade reduzida de todos os lados, respectivamente, dois exemplos do poderia ser chamado de um autêntico cinema feminista). Por fim, a geração das diretoras norte-americanas que conquistaram espaço e sucesso de público nos anos 1980 está representada por filmes mais recentes de Nora Ephron (Julie & Julia) e Susan Seidelman (Procura-se amor em Barcelona).

 

Em termos de abrangência geográfica, a mostra igualmente prima pela diversidade: há filmes do Canadá (Ouvi as sereias cantando, de Patricia Rozema), da Austrália (Sweetie, trabalho que revelou Jane Campion), do México (Danzón – Meu amor perdido, de María Novaro) e do Irã (Quadro negro, de Samira Makhmalbaf). A cinematografia brasileira, evidentemente, ganha destaque com a exibição de filmes recentíssimos de diretoras consagradas (Hotel Atlântico, de Suzana Amaral; Mutum, de Sandra Kogut; É proibido fumar, de Ana Muylaert) e de longas e curtas-metragens, alguns bem pouco conhecidos, de outras grandes diretoras de nosso país. A parte brasileira da retrospectiva é ainda complementada pelos curtas-metragens que integram a programação deste mês do projeto permanente CURTA CINEMATECA, contemplando inúmeras outras das nossas cineastas.

 

Esta mostra também marca o início de uma parceria entre a Cinemateca Brasileira e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), que realizará, sempre no terceiro sábado de cada mês, às 14h30, uma sessão especial, gratuita e aberta ao público em geral, seguida de debate com a presença de professores dos cursos de Ciências Humanas da universidade e convidados. O projeto, que conta com a colaboração da Fundação de Apoio à UNIFESP (FAP), privilegiará a exibição de filmes brasileiros do acervo da Cinemateca e terá início em 20 de março, com a exibição do clássico O ébrio, de Gilda de Abreu, no contexto da mostra MULHERES NA DIREÇÃO.

 

Confira abaixo a programação completa.

 

 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

 

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

02.03 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

MALOU

 

21h00

INDIA SONG

 

 

03.03 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

18h30

AMÉLIA

 

21h00

ENTARDECER

 

 

04.03 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

GAIJIN – OS CAMINHOS DA LIBERDADE

 

21h00

CLÉO DAS 5 ÀS 7

 

 

05.03 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

18h30

VÁ AONDE SEU CORAÇÃO MANDA

 

20h30

AMÉLIA

 

 

06.03 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

GAIJIN – OS CAMINHOS DA LIBERDADE

 

19h00

CLÉO DAS 5 ÀS 7

 

21h00

MALOU

 

 

07.03 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h30

INDIA SONG

 

19h00

ENTARDERCER

 

21h00

VÁ AONDE SEU CORAÇÃO MANDA

 

 

09.03 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

A MÚSICA E O SILÊNCIO

 

21h00

DANZÓN – MEU AMOR PERDIDO

 

 

10.03 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

O PORTEIRO DA NOITE

 

21h15

CARTÃO VERMELHO | O QUADRO NEGRO

 

 

11.03 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

SWEETIE

 

21h00

ENQUANTO O SOL NÃO VEM

 

 

12.03 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA PETROBRAS

 

18h30

DANZÓN – MEU AMOR PERDIDO

 

21h00

O PORTEIRO DA NOITE

 

 

13.03 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h00

A MÚSICA E O SILÊNCIO

 

19h00

CARTÃO VERMELHO | O QUADRO NEGRO

 

21h00

BARAKAT!

 

 

14.03 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

15h00

ENSEMBLE FOR SOMNAMBULISTS | OUVI AS SEREIAS CANTANDO

 

17h00

UM DIA DE RAINHA

 

19h00

ENQUANTO O SOL NÃO VEM

 

21h00

SWEETIE

 

 

16.03 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

BARAKAT!

 

21h00

ENSEMBLE FOR SOMNAMBULISTS | OUVI AS SEREIAS CANTANDO

 

 

17.03 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

UM DIA DE RAINHA

 

21h00

A VIDA ÍNTIMA DE PIPPA LEE

 

 

18.03 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

A ÚLTIMA AMANTE

 

21h00

JULIE & JULIA

 

 

19.03 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

16h30

LENI RIEFENSTAHL, A DEUSA IMPERFEITA

 

SALA CINEMATECA PETROBRAS

 

19h00

PROCURA-SE AMOR EM BARCELONA

 

21h00

VIVER A VIDA | É PROIBIDO FUMAR

 

 

20.03 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

14h30

O ÉBRIO | DEBATE (SESSÃO GRATUITA)

 

19h00

A VIDA ÍNTIMA DE PIPPA LEE

 

21h00

A ÚLTIMA AMANTE

 

 

21.03 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

15h00

JULIE & JULIA

 

17h15

PROCURA-SE AMOR EM BARCELONA

 

19h00

VIVER A VIDA | É PROIBIDO FUMAR

 

21h00

ARABESCO | CARAMELO

 

 

23.03 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA PETROBRAS

 

19h00

PERSONALIDADE REDUZIDA POR TODOS OS LADOS

 

 

24.03 | QUARTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

ARABESCO | CARAMELO

 

21h00

THE SECRET OF THE MARQUISE | MUTUM

 

 

25.03 | QUINTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

IRMÃS, OU A BALANÇA DA FELICIDADE

 

21h00

NOITES SEM DORMIR

 

 

26.03 | SEXTA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

EU, VOCÊ E TODOS NÓS

 

21h00

HOTEL ATLÂNTICO

 

 

27.03 | SÁBADO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

15h00

LENI RIEFENSTAHL, A DEUSA IMPERFEITA

 

18h30

NOITES SEM DORMIR

 

20h30

IRMÃS, OU A BALANÇA DA FELICIDADE

 

 

28.03 | DOMINGO

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

15h00

THE SECRET OF THE MARQUISE | MUTUM

 

17h00

DAISY DAS ALMAS DESTE MUNDO | A VIA LÁCTEA

 

19h00

HOTEL ATLÂNTICO

 

21h00

EU, VOCÊ E TODOS NÓS

 

 

30.03 | TERÇA

 

SALA CINEMATECA BNDES

 

19h00

DAISY DAS ALMAS DESTE MUNDO | A VIA LÁCTEA

 

21h00

PERSONALIDADE REDUZIDA POR TODOS OS LADOS

 

 

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

 

Amélia, de Ana Carolina

São Paulo, 2000, 35mm, cor, 130'

Marília Pêra, Béatrice Agenin, Myriam Muniz, Camila Amado, Xuxa Lopes

Em 1905, a mitológica atriz francesa Sarah Bernhardt está em crise financeira, profissional e emocional. Convencida por Amélia, sua fiel camareira há 20 anos, nascida no Brasil, a atriz decide fazer uma turnê pela América Latina e passa a conviver com as duas irmãs de sua criada, vindas do interior de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Classificação indicativa: 12 anos

qua 03 18h30 | sex 05 20h30

 

Arabesco, de Eliane Caffé

São Paulo, 1990, 35mm, cor, 15’

Jonas Bloch, Alfredo Damiano

Dois assaltantes invadem um cômodo de uma mansão e subitamente se vêem numa situações estranha e absurda que expõe seus diferentes comportamentos diante do desconhecido. Da mesma diretora dos longas-metragens Kenoma e Narradores de Javé. Vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem em 35mm do 18º Festival de Cinema Brasileiro de Gramado.

Classificação indicativa: 10 anos

dom 21 21h00 | qua 24 19h00

 

Barakat!, de Djamila Sahraoui

Argélia/França, 2006, 35mm, cor, 94’ | Legendas em português

Rachida Brakni, Fettouma Bouamari, Zahir Bouzrar, Malika Belbey, Amine Kedam

Médica de emergência num hospital na Argélia se esforça, na medida do possível, para conciliar sua profissão e sua juventude, apesar da guerra civil que assola o país. Uma noite, voltando para casa, constata que seu marido jornalista desapareceu e decide partir em sua busca, acompanhada de uma enfermeira que lutou pela independência do país. Vencedor dos prêmios de Melhor Música, Melhor Primeiro Filme e Melhor Roteiro no FESPACO – Festival Panafricain du Cinéma et de la Télévision de Ouagadougou, em 2007.

Classificação indicativa: 14 anos

sáb 13 21h00 | ter 16 19h00

 

Caramelo (Sukkar banat), de Nadine Labaki

Líbano/França, 2007, 35mm, cor, 95’ | Legendas em português

Nadine Labaki, Yasmine Elmasri, Joanna Moukarzel, Gisèle Aouad, Adel Karam, Sihame Haddad

As paixões, dramas e alegrias de cinco mulheres que se encontram regularmente num salão de beleza em Beirute, no Líbano. Layale é amante de um homem casado e espera que um dia ele deixe a mulher. Nisrine é muçulmana e vai se casar, mas precisa esconder do noivo o fato de que não é mais virgem. Rima sente atração por mulheres. Jamale não quer envelhecer. Rose abdicou de sua vida para cuidar da irmã mais velha e agora vê a possibilidade de amar novamente.

Classificação indicativa: 10 anos

dom 21 21h00 | qua 24 19h00

 

Cartão vermelho, de Laís Bodanzky

São Paulo, 1994, 35mm, cor, 14’ | Exibição em DVD

Camila Kolber, Francisco Rojo, Danilo Clauber Ferreira, Guilherme Jayme de Carvalho

Os apuros de uma adolescente que joga futebol com os meninos, no momento em que é surpreendida pelos desejos de mulher. Singelo e premiado curta-metragem da mesma diretora dos longas-metragens Bicho de sete cabeças e Chega de saudade.

Classificação indicativa: 12 anos

qua 10 21h15 | sáb 13 19h00

 

Cléo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7), de Agnès Varda

França/Itália, 1962, 35mm, pb/cor, 90’ | Exibição em 16mm | Legendas em português

Corinne Marchand, Antoine Bourseiller, Dominique Davray, Dorothée Blank

Os questionamentos de uma jovem cantora solteira que vagueia sem rumo pela ruas de Paris enquanto aguarda, por duas horas, o resultado de uma biopsia. Obra-prima precursora da Nouvelle Vague, o filme apresenta uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher, ao mesmo tempo em que retrata as mudanças de comportamento e do papel da mulher na sociedade em curso na França dos anos 1960. Trilha sonora de de Michel Legrand.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 04 21h00 | sáb 06 19h00

 

Daisy das almas deste mundo, de Lúcia Murat

São Paulo/Rio de Janeiro, 1992, 35mm, cor, 30’

Alexandre Lippiani, Bia Romano, Cecil Thiré, Sérgio Flaksman, Bruno Rocha, Jaqueline Sperandio, José de Abreu, Júlia Murat, Luisa Thiré

Entediada com a banalização do sexo nos tempos pós-modernos, uma adolescente sonha com o amor romântico, refazendo a trajetória de Daisy, a musa da garçonière de Oswald de Andrade, retratada na obra O perfeito cozinheiro das almas deste mundo, do gênio modernista. Vencedor do concurso de filmes do Centenário Oswald de Andrade promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o curta faz parte da série Oswaldianas, produzida em homenagem ao centenário do escritor e dramaturgo. Da mesma diretora de Que bom te ver viva e Quase dois irmãos.

Classificação indicativa: 14 anos

dom 28 17h00 | ter 30 19h00

 

Danzón – Meu amor perdido (Danzon), de Maria Novaro

México/Espanha, 1991, 35mm, cor, 120’ | Legendas em português

María Rojo, Carmen Salinas, Tito Vasconcelos, Margarita Isabel, Víctor Carpinteiro, Blanca Guerra

Telefonista descasada na Cidade do México divide seu tempo entre seu emprego, sua filha e uma boate para onde vai semanalmente praticar a ‘danzon’, uma dança cubana muito popular na América Central. Quando seu parceiro de dança, que ela mal conhece, desaparece sem deixar rastro, ela decide partir em sua procura e ruma para a cidade de Veracruz, única pista de seu paradeiro. Lá, irá envolver-se em aventuras e descobrir a vida marginal da cidade portuária. Um dos mais populares filmes de María Novaro, a mais conhecida diretora de cinema do México.

Classificação indicativa: 14 anos

ter 09 21h00 | sex 12 18h30

 

Um dia de rainha (Reines d'un Jour), de Marion Vernoux

França, 2001, 35mm, cor, 96' | Legendas em português

Karin Viard, Hélène Fillières, Victor Lanoux, Jane Birkin, Atmen Kelif, Clémentine Célarié, Sergi Lopez

Comédia que acompanha, durante 24 horas, as desventuras amorosas de cinco personagens cujas histórias se entrelaçam e afetam o destino de cada um. Uma rede de atrações entre homens e mulheres, alguns velhos conhecidos, outros que se encontram por acaso, na qual uns querem tirar proveito da situação, outros acabam perturbados, e todos jogam com o inesperado. A diretora Marion Vernoux é conhecida também como roteirista do sucesso Instituto de beleza Vênus.

Classificação indicativa: 14 anos

dom 14 17h00 | qua 17 19h00

 

É proibido fumar, de Anna Muylaert

São Paulo, 2009, 35mm, cor, 86’

Glória Pires, Paulo Miklos, Marisa Orth, André Abujamra, Antonio Abujamra, Paulo César Peréio, Pitty, Marcelo Mansfield, Lourenço Mutarelli, Marat Descartes, Alessandra Colassanti

Professora de violão vive sozinha e entediada no apartamento que herdou da mãe, desejando secretamente viver uma grande paixão. Com a mudança de um músico de bar para o apartamento vizinho ao seu, ela tem a chance de realizar seu sonho. Mas, para que o romance dê certo, ela terá que abrir mão de seu mais antigo companheiro, o cigarro, já que o músico, ex-fumante, exige que ela abandone seu vício. Comédia romântica da mesma diretora de Durval Discos.

Classificação indicativa: 16 anos

sex 19 21h00 | dom 21 19h00

 

O ébrio, de Gilda de Abreu

Rio de Janeiro, 1946, 35mm, pb, 120’

Vicente Celestino, Alice Archambeau, Rodolfo Arena, Victor Drummond, Manoel Vieira, Walter D'Ávila

Depois que seu pai perde a fazenda da família e o deixa na miséria, um jovem rico do interior vai para a cidade grande, onde conhece um padre que o ajuda a procurar emprego e a aplicar seu talento musical. Inscreve-se num programa de calouros onde começa a ganhar notoriedade e algum dinheiro para terminar sua faculdade de medicina. Anos mais tarde, depois de ser traído pela família e pela esposa, decide abandonar sua própria identidade e passa a viver como um vagabundo alcoólatra. Um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos, o filme inclui a famosa canção homônima entoada por Vicente Celestino numa mesa de bar, em seqüência antológica.

Classificação indicativa: Livre

sáb 20 14h30 – ENTRADA FRANCA

 

Enquanto o sol não vem (Parlez-moi de la pluie), de Agnès Jaoui

França, 2008, 35mm, cor, 100’ | Legendas em português

Agnès Jaoui, Jamel Debbouze, Pascale Arbillot, Mimouna Hadji, Jean-Pierre Bacri

Renomada escritora feminista vai passar alguns dias na casa de sua família, no Sul da França, para ajudar a irmã a colocar em ordem as coisas de sua falecida mãe. Na casa onde passou sua infância, reencontra a governanta argelina que acompanha a família desde a independência de seu país, e resolver aceitar o convite do filho dela para participar de um documentário que ele está realizando, centrado em mulheres bem-sucedidas. A diretora Agnès Jaoui iniciou sua carreira como atriz, tornou-se dramaturga e, em seguida, uma prestigiada roteirista, colaborando com o grande mestre Alain Resnais. Em 2000, estreou na direção com o sucesso O gosto dos outros e, em 2006, lançou-se também como cantora.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 11 21h00 | dom 14 19h00

 

Ensemble for somnambulists, de Maya Deren

EUA, 1951, 35mm, pb, 7’ | Exibição em DVD | Silencioso

Dançarinos de balé realizam uma coreografia como se estivessem flutuando no espaço, brilhando como estrelas num céu escuro. Espécie de versão preliminar de um curta que viria a ser lançado três anos depois, The very eye of night, este fragmento não chegou a ser exibido ou lançado enquanto Maya Deren era viva, mas foi restaurado e passou a integrar o pequeno rol de filmes experimentais desta artista visual revolucionária. Produzido enquanto Deren ministrava um workshop na Toronto Film Society, o filme exemplifica a poesia e o uso da coreografia que marcaram algumas de suas mais notórias obras.

Classificação indicativa: Livre

dom 14 15h00 | ter 16 21h00

 

Entardecer (Nachmittag), de Angela Schanelec

Alemanha, 2007, 35mm, cor, 97’ | Exibição em DVD | Legendas em português

Jirka Zett, Miriam Horwitz, Angela Schanelec, Fritz Schediwy, Mark Waschke, Katharina Linder

Atriz de teatro vai para sua casa de campo, nas proximidades de Berlim, onde moram seu irmão mais velho e seu sobrinho. Durante três dias neste cenário aparentemente idílico, os personagens deixam aflorar seus traumas e frustrações e os conflitos familiares vêm à tona. Adaptação livre e pessoal da clássica peça de teatro A gaivota, de Anton Tchekov, transposta para a Alemanha contemporânea por uma das mais singulares vozes do cinema alemão contemporâneo. Ex-atriz teatral de grande prestígio, Schanelec realizou cinco longas-metragens marcados pela oralidade e pela beleza plástica, advinda de um cuidado extremo com a luz natural, além de toques sempre autobiográficos e mesmo feministas.

Classificação indicativa: 14 anos

qua 03 21h00 | dom 07 19h00

 

Eu, você e todos nós (Me and you and everyone we know), de Miranda July

EUA/Inglaterra, 2005, 35mm, cor, 91’ | Legendas em português

Miranda July, John Hawkes, Miles Thompson, Brandon Ratcliff, Carlie Westerman, Hector Elias

Uma solitária artista plástica divide seu tempo entre suas criações e seu trabalho como motorista para pessoas idosas ou que não possam dirigir. Ao levar um de seus clientes a uma loja, ela conhece um vendedor de sapatos recém-divorciado que agora mora com seus dois filhos, com quem ela inicia um relacionamento bem pouco usual. Autêntica criadora multimídia, a diretora, roteirista e atriz Miranda July se destacou como artista plástica, escritora, performer e vídeo-artista antes de estrear na direção de longas-metragens com este filme.

Classificação indicativa: 16 anos

sex 26 19h00 | dom 28 21h00

 

Gaijin, os caminhos da liberdade, de Tizuka Yamasaki

São Paulo, 1980, 35mm, cor, 105’

Kyoko Tsukamoto, Antônio Fagundes, Jiro Kawarazaki, Gianfrancesco Guarnieri, Clarisse Abujamra, Louise Cardoso, José Dumont

No início do século XX, um grupo de japoneses vem ao Brasil para trabalhar numa fazenda de café em São Paulo. Lá, encontram dificuldades para se adaptar, são tratados com hostilidade, trabalham em regime de semi-escravidão e são roubados pelo empregador. Apenas o contador da fazenda se comove com as injustas condições de vida destes imigrantes e decide ajudá-los. Baseado em fatos reais da História sobre os imigrantes japoneses que vieram para o Brasil em busca de melhores oportunidades, o filme revelou o talento da diretora Tizuka Yamasaki, ela própria descendente de imigrantes japoneses, que construiu uma carreira cinematográfica marcada por diversos sucessos de bilheteria.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 04 19h00 | sáb 06 16h00

 

Hotel Atlântico, de Suzana Amaral

São Paulo, 2009, vídeo digital, cor, 107’ | Exibição em HDCam

Julio Andrade, Mariana Ximenes, João Miguel, Gero Camilo

Um ator desempregado e frustrado embarca numa viagem sem sentido para lugar nenhum, deparando-se pelo caminho com personagens bizarros e amantes fugazes, envolvendo-se em situações absurdas, contraditórias e inesperadas, que quase o levam à morte. Fragmentado e enigmático, sob a declarada influência de cineastas como David Lynch, o filme faz da realidade uma farsa e apresenta o absurdo da vida, demonstrando como os eventos não seguem uma relação de causa e efeito e muitas vezes não têm explicações lógicas. Da mesma diretora de A hora da estrela e Uma vida em segredo.

Classificação indicativa: 14 anos

sex 26 21h00 | dom 28 19h00

 

India song, de Marguerite Duras

França, 1975, 35mm, cor, 120’ | Exibição em 16mm | Legendas em português

Delphine Seyrig, Michael Lonsdale, Mathieu Carrière, Claude Mann, Vernon Dobtcheff, Didier Flamand

Uma história de amor entre franceses vivida na Índia, nos anos 30, numa cidade super populosa às margens do Ganges. A estação é a da monção de verão. Quatro vozes sem rosto falam dessa história de amor entre um homem e uma mulher, imobilizada na culminância da paixão. A mulher é a esposa de um embaixador da França nas Índias. O homem, o Vice-cônsul da França em Lahore, em desgraça em Calcutá, onde foi acusado de assassinato. Durante uma recepção na Embaixada da França o malfadado Vice-cônsul gritará seu amor por ela, diante dos olhos da Índia branca. Obra-prima da diretora, fotógrafa, roteirista e escritora Marguerite Duras, que exemplifica à perfeição seu estilo único, profundamente literário e reflexivo.

Classificação indicativa: 14 anos

ter 02 21h00 | dom 07 16h30

 

Irmãs ou a balança da felicidade (Schwestern oder die balance des glücks), de Margarethe von Trotta

Alemanha, 1979, 35mm, cor, 95’ | Exibição em 16mm | Legendas em português

Jutta Lampe, Gudrun Gabriel, Jessica Früh, Konstantin Wecker

Uma bem-sucedida secretária executiva financia os estudos de sua irmã, na esperança de que ela obtenha o mesmo sucesso profissional em sua carreira. A jovem, no entanto, não dá a mínima importância às pressões da irmã mais velha. Uma das mais famosas atrizes do período chamado de “Novo cinema alemão”, Margarethe von Trotta iniciou-se como cineasta em 1975, ao co-dirigir A honra perdida de Katharina Blum com Volker Schlöndorff, então seu marido. Entre os longas-metragens que dirigiu sozinha, destacam-se Die bleierne Zeit, com o qual venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza de 1981, Os anos de chumbo e Rosa Luxemburgo.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 25 19h00 | sáb 27 20h30

 

Julie & Julia, de Nora Ephron

EUA, 2009, 35mm, cor, 123’ | Legendas em português

Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Jane Lynch, Casey Wilson

A história real de Julie Powell, novaiorquina que, insatisfeita com seu emprego no governo, decide escrever um blog narrando sua experiência ao tentar cozinhar diariamente todas as quase 500 receitas culinárias do livro Mastering the art of French cooking, da renomada Julia Child, ‘chef’, escritora e apresentadora de TV de grande popularidade nos Estados Unidos durante as décadas de 1950 e 1960. Por sua precisa interpretação de Child – cuja trajetória é apresentada paralelamente à de Powell – neste filme, Meryl Streep conquistou o 7º Globo de Ouro de sua carreira e a sua 26ª indicação ao Oscar. Já a diretora Nora Ephron destacou-se inicialmente na condição de roteirista de sucessos como Harry e Sally – Feitos um para o outro, A difícil arte de amar e Silkwood. Seu primeiro longa-metragem de relevância como diretora foi a comédia romântica Sintonia de amor.

Classificação indicativa: 12 anos

qui 18 21h00 | dom 21 15h00

 

Leni Riefenstahl, a deusa imperfeita (Die Macht der Bilder: Leni Riefenstahl), de Ray Müller

Alemanha/Inglaterra/França/Bélgica, 1993, 35mm, cor/pb, 182’ | Legendas em português

Em 1933, com o sucesso de seu filme Das Blaue Licht, a jovem Leni Riefenstahl, linda e glamurosa, parecia fadada ao estrelato internacional. Por insistência de seu ardente admirador Adolf Hitler, ela dirigiu O triunfo da vontade, que acabou se tornando um símbolo do Terceiro Reich e levando-a à condição de cineasta oficial do Partido Nazista, para o qual realizou também a obra-prima Olympia. Este audacioso documentário refaz o caminho da ascensão, queda e reabilitação desta polêmica personalidade, desde seus primórdios como uma ousada atriz até sua atual carreira como fotógrafa submarina, incluindo raras imagens de arquivo. Em entrevista ao realizador, Riefenstahl se confronta com questões que a perturbaram no passado e, pela primeira vez, suas respostas revelam porque a “a deusa do cinema do Terceiro Reich” é tão odiada e amada até hoje.

Classificação indicativa: 14 anos

sex 19 16h30 | sáb 27 15h00

 

Malou, de Jeanine Meerapfel

Alemanha Ocidental, 1981, 35mm, cor, 93’ | Exibição em DVD | Legendas em espanhol

Ingrid Caven, Grischa Huber, Helmut Griem, Ivan Desny, Marie Colbin, Peter Chatel

Uma mulher casada na faixa dos 30 enfrenta sérios problemas de identidade e decide buscar as causas em seu próprio passado. Ela deixa o marido para procurar os lugares que foram determinantes na vida de sua mãe, Malou, ex-prostituta e cantora de cabaré e exemplo típico da mulher convencional, que só vive em função do amor e da admiração dos homens. Trabalhando sobre um material de traços fortemente autobiográficos, a diretora Jeanine Meerapfel, nascida na Argentina, apresenta aqui um libelo contra a repressão de traumas passados e contra a opressão feminina.

Classificação indicativa: 14 anos

ter 02 19h00 | sáb 06 21h00

 

A música e o silêncio (Jenseits der stille), de Caroline Link

Alemanha, 1996, 35mm, cor, 109’ | Exibição em DVD | Legendas em português

Sylvie Testud, Tatjana Trieb, Howie Seago, Emmanuelle Laborit, Sibylle Canonica, Matthias Habich

Jovem de grande talento musical quer deixar a pequena cidade bávara onde vive com seus pais para estudar música em Berlim. Para fazer isso, contudo, ela terá que abrir mão de cuidar deles – que são surdos-mudos e contam com ela, desde a mais tenra idade, para servir-lhes de intérprete. Bem recebido pelo público e pela crítica, o filme foi indicado como representante alemão para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – prêmio que a diretora Caroline Link viria a conquistar em 2001, com o longa-metragem Lugar nenhum na África.

Classificação indicativa: 12 anos

ter 09 19h00 | sáb 13 16h00

 

Mutum, de Sandra Kogut

Brasil/França, 2007, 35mm, cor, 95’

Thiago da Silva Mariz, João Miguel, Izadora Fernandes, Wallison Felipe Leal Barroso, Rômulo Braga

Mutum é um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde se passa a história do menino Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e é um menino diferente dos outros. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá que aprender a deixá-lo. Baseado na obra Campo geral, de João Guimarães Rosa, foi vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival do Rio em 2007 e de Menção Especial no 58º Festival de Berlim, em 2008.

Classificação indicativa: Livre

qua 24 21h00 | dom 28 15h00

 

Noites sem dormir (J'ai pas sommeil), de Claire Denis

França/Suíça, 1994, 35mm, cor, 110’ | Legendas em português

Yekaterina Golubeva, Richard Courcet, Vincent Dupont, Beatrice Dalle, Line Ranaud, Alex Descas

É verão em Paris e as autoridades estão preocupadas com uma série de assassinatos de velhas senhoras solitárias, atacadas nas proximidades da Basílica de Sacre Coeur. Ninguém é capaz de encontrar o serial killer, que fica conhecido como “Matador de vovós”. Neste cenário, surge uma jovem atriz que emigrou da Lituânia à procura de emprego e se envolve com um músico e seu irmão, um dançarino travesti – que podem estar envolvidos com os crimes. Autora que vem conquistando uma posição de merecido destaque no cinema contemporâneo mundial, Claire Denis tem entre seus filmes mais marcantes Desejo e obsessão, White material e 35 doses de rum.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 25 21h00 | sáb 27 18h30

 

Ouvi as sereias cantando (I've heard the mermaids singing), de Patricia Rozema

Canadá , 1987, 35mm, cor, 81’ | Legendas em português

Sheila McCarthy, Paule Baillargeon, Ann-Marie McDonald, John Evans, Brenda Kamino, Richar Monette

O mundo das artes plásticas visto através dos olhos de uma jovem que vai trabalhar como secretária em uma prestigiada galeria em Toronto. Fascinada pela elegante curadora da galeria, ela observa e fotografa cada detalhe de sua vida. Mas a relação de adoração que mantém com sua chefe a leva a suprimir a sua própria capacidade criativa. O título do filme faz referência a um verso do poema A cançao de amor de J. Alfred Prufrock, de T.S. Eliot, no qual se lê: “I have heard the mermaids singing each to each/ I do not think that they will sing to me” (eu ouvi as sereias cantando uma para outra/ eu não acho que elas cantarão para mim). Da mesma diretora de O segredo do quarto branco e Palácio das ilusões, baseado em obra de Jane Austen.

Classificação indicativa: 14 anos

dom 14 15h00 | ter 16 21h00

 

Personalidade reduzida de todos os lados (Die allseitig reduzierte Persönlichkeit), de Helke Sander

Alemanha Ocidental, 1977, 16mm, pb, 98’ | Exibição em DVD | Legendas em inglês

Helke Sander, Joachim Baumann, Frank Burckner, Eva Gagel, Beate Kopp, Gesine Strempel, Helga Storck 

Três dias na vida de uma profissional autônoma que trabalha como fotógrafa de imprensa em Berlim Ocidental e luta para garantir o seu sustento e o de sua filha com trabalhos de encomenda. Contudo, as fotos que ela realmente quer fazer – como as de uma manifestação de mulheres contra o estupro, por exemplo – não lhe rendem dinheiro algum. Cineasta e feminista engajada, co-fundadora da única revista feminina alemã de cinema (Frauen und Film), a diretora Helke Sander também desempenha o papel principal deste contundente retrato da mulher no mundo contemporâneo e da sociedade alemã nos anos em que viveu cindida pelo Muro de Berlim.

Classificação indicativa: 14 anos

ter 23 19h00 | ter 30 21h00

 

O porteiro da noite (Il portiere di notte), de Liliana Cavani

Itália, 1974, 35mm, cor, 117’ | Legendas em português

Charlotte Rampling, Dirk Bogarde, Philippe Leroy, Gabriele Ferzetti, Giuseppe Addobbati

Treze anos após o término da II Guerra Mundial, uma sobrevivente de um campo de concentração encontra por acaso um ex-oficial nazista que a torturou e agora é porteiro de um hotel em Viena. Após esse encontro acidental, eles passam a reviver a estranha relação sadomasoquista que experimentaram na condição de torturador e vítima – e que se transforma agora numa ardente paixão. Trabalho mais famoso da diretora Liliana Cavani (de A pele e O retorno do talentoso Ripley), este filme lançou a atriz Charlotte Rampling ao estrelato internacional.

Classificação indicativa: 18 anos

qua 10 19h00 | sex 12 21h00

 

Procura-se amor em Barcelona (Gaudi afternoon), de Susan Seidelman

Espanha, 2000, 35mm, cor, 88’ | Legendas em português

Judy Davis, Marcia Gay Harden, Juliette Lewis, Lili Taylor, Christopher Bowen

Uma americana que vive em Barcelona como tradutora de livros é procurada por uma conterrânea que nada sabe de espanhol e precisa encontrar seu marido – o qual, supõe ela, está escondido na mesma cidade. Apesar de sua relutância inicial, ela aceita a proposta por uma grande soma de dinheiro e acaba se envolvendo numa trama repleta de reviravoltas que envolve identidades falsas, famílias que se cruzam e até um complô de seqüestro. Baseado num romance de Barbara Wilson. Da mesma diretora de Cookie e Procura-se Susan deseperadamente.

Classificação indicativa: 14 anos

sex 19 19h00 | dom 21 17h15

 

O quadro negro (Takhté siah), de Samira Makhmalbaf

Irã/Itália/Japão, 2000, 35mm, cor, 85’ | Legendas em português

Said Mohamadi, Behnaz Jafari, Bahman Ghobadi, Mohamad Karim Rahmati, Rafat Moradi, Mayas Rostami

Um grupo de professores, todos homens, atravessam os caminhos montanhosos de uma região remota do Curdistão Iraniano carregando grandes quadros negros às costas, viajando de cidade em cidade à procura de alunos. Ao afastar-se dos outros, um professor se depara com um grupo de adolescentes que se arriscam contrabandeando bens entre o Irã e o Iraque e tentar convencê-los das vantagens de aprender a ler e escrever. Filha do aclamado diretor iraniano Mohsen Makhmalbaf, Samira estreou na direção já aos 21 anos, com o elogiado A maçã.

Classificação indicativa: 12 anos

qua 10 21h15 | sáb 13 19h00

 

The secret of the marquise (Das Geheimnis der Marquisin), de Lotte Reiniger

Alemanha, 1921, 35mm, pb, 2’ | Exibição em DVD | Silencioso

Um grupo de aristocratas se indaga sobre as razões para pele de uma marquesa ser tão delicadamente branca. Desenho animado de curta-metragem, realizado por uma das maiores pioneiras do gênero, no qual ela exerce o estilo que a consagrou: a animação de silhuetas recortadas, inspirada no teatro de sombras chinesas.

Classificação indicativa: Livre

qua 24 21h00 | dom 28 15h00

 

Sweetie, de Jane Campion

Austrália/Nova Zelândia, 1989, 35mm, cor, 97’ | Legendas em português

Geneviève Lemon, Karen Colston, Tom Lycos, Jon Darling, Dorothy Barry, Michael Lake, Andre Pataczek

A história de duas irmãs de vinte e poucos anos às voltas com seus pais e sua família disfuncional. Uma delas tem sérias perturbações mentais, que são ignoradas pelos pais e prejudicam o desenvolvimento da sua irmã. Este filme foi responsável por revelar ao mundo o talento da diretora Jane Campion, que posteriormente dirigiu obras como Um anjo em minha mesa, Retratos de uma mulher e Fogo sagrado, além de ter sido a segunda mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção – por O piano, em 1992.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 11 19h00 | dom 14 21h00

 

A última amante (Une vieille maîtresse), de Catherine Breillat

França/Itália, 2007, 35mm, cor, 104’ | Legendas em português

Asia Argento, Fu'ad Ait Aattou, Roxane Mesquida, Claude Sarraute, Yolande Moreau, Michael Lonsdale, Anne Parillaud

Nos bastidores da aristocracia francesa, segredos, intrigas e traições cercam o casamento entre um jovem libertino, e uma honesta e refinada garota da nobreza. Apesar do verdadeiro amor entre os dois, a corte considera improvável que ele consiga romper seu longo envolvimento passional com uma cortesã. Dona de uma obra provocadora, na qual a sexualidade está sempre presente, a escritora e roteirista Catherine Breillat também dirigiu, entre outros, os longas-metragens Romance X e O Barba Azul.

Classificação indicativa: 14 anos

qui 18 19h00 | sáb 20 21h00

 

Vá aonde seu coração manda (Va’ dove ti porta il cuore), de Cristina Comencini

Itália/França/Alemanha, 1996, 35mm, cor, 110’ | Legendas em português

Virna Lisi, Margherita Buy, Galatea Ranzi, Massimo Ghini

Próxima da morte, uma matriarca entrega à sua neta seu longo diário. Através desse testamento sentimental, a jovem percorrerá as passagens fundamentais da história de sua família. Um dos mais famosos filmes da diretora italiana Cristina Comencini e um dos últimos da musa Virna Lisi.

Classificação indicativa: 14 anos

sex 05 18h30 | dom 07 21h00

 

A Via Láctea, de Lina Chamie

São Paulo, 2007, 35mm, cor, 88’

Marco Ricca, Alice Braga, Fernando Alves Pinto

Uma história de amor vertiginosa envolvendo um professor de literatura e uma estudante de veterinária. O filme se inicia com uma briga do casal ao telefone. Inconformado, o homem pega seu carro e parte rumo à casa da mulher. Sua jornada pelo trânsito de São Paulo será permeada por inúmeras digressões e lembranças amorosas. Captado em diversos formatos (mini-DV, 35mm e Super 16mm), o filme foi exibido na Semana da Crítica no Festival de Cannes de 2007 e é o segundo longa-metragem da diretora, responsável também por Tônica dominante.
Classificação indicativa: 12 anos

dom 28 17h00 | ter 30 19h00

 

A vida íntima de Pippa Lee (The private lives of Pippa Lee), de Rebecca Miller

EUA, 2009, 35mm, cor, 93’ | Legendas em português

Robin Wright Penn, Mike Binder, Alan Arkin, Keanu Reeves, Blake Lively, Julianne Moore, Winona Ryder, Ryan McDonald, Maria Bello, Monica Bellucci

A vida tranqüila de Pippa Lee, uma dona-de-casa que vive com a família num subúrbio de Nova York, entra em crise quando seu marido, um bem-sucedido editor de livros 30 anos mais velho que ela, decide se aposentar e arranja uma amante ainda mais nova que ela. Neste momento, ela passa a rever as escolhas que fez em sua vida – retratada em flashbacks que a mostram na infância e juventude. Filha do aclamado dramaturgo Arthur Miller e casada com o ator Daniel Day-Lewis, Rebecca Miller iniciou a carreira como atriz e escritora antes de tornar-se uma das mais prestigiadas diretoras e roteiristas do cinema independente norte-americano com filmes como O tempo de cada um e O mundo de Jack e Rose.

Classificação indicativa: 16 anos

qua 17 21h00 | sáb 20 19h00

 

Viver a vida, de Tata Amaral

São Paulo, 1991, 35mm, cor, 12’

Lígia Cortez, Luciene Adami, Cássio Scapin, Ary França

Um dia na vida de um office-boy esperto em sua jornada pelas ruas de São Paulo, repleta de filas, espera, trambiques, música e gente. Curta-metragem da mesma diretora de Antônia – O filme e Um céu de estrelas.

Classificação indicativa: 10 anos

sex 19 21h00 | dom 21 19h00

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